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RagnaTale: Garra das Trevas

Última mensagem 10-17-2008 15:15 de Richard Dragon. 225 respostas.
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  • 08-25-2008 17:28 Em resposta à

    • Leafar
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    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    SniperMaizena:

    O Leafar, eu sei que isso da azar,mas posta a data ae vai.

    To com agonia de não saber quando sai o próximo cap.

    Fasemos assim:

    * Se voce não postar a data eu colocarei aqui uma foto tua vestido de carmem miranda(Pdrk testemunhou)

    * Se voce postar a data e atrasar ela eu posto uma foto tua tomando creu na praça central de Prontera(Pdrk testemunhou tambem)

    Ps:Se não postar a data porem postar o cap até quarta eu não ponho foto nenhuma.

    Ps2:Pdrk me passa a SS do leaforger,lider do tesouro do drgão, sendo encoxado perto da estátua de Odin enquanto vendia(se não me engano) o mantiel do falcão.

     Ps3:Como ameaças físicas não tem mais efeito pro Leafar resolvi apela para essa Risada Malvada

     

    Bom... acabei de falar com o Chev (Huxley, vencedor do concurso de mascote das olimpíadas e que está colaborando nas novas artes, enquanto o Niori atravessa a batalha das 12 casas). Ele deu uma data. Como a foto de Carmen Miranda é menos ruim, então eu não vou dar ela! :D

    Até o final da semana está no ar! Ah, e sem artes internas (pelo menos nesse capítulo).

    Abraços e parem de encoxar meu mercador AFK!
    - Rafa

    Leafar



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    - A quem merece, oferecemos nossas cores para honrar. A quem inveja, oferecemos nossa sombra para viver.

    Acompanhe-nos também pelo Twitter!
  • 08-25-2008 19:00 Em resposta à

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    Todos leram ele autorisando,entom ae está Leafar de carmem miranda!!

    essa veio de brinde onde um hunter randon*olha pro alto e começa a disfarçar* ataca o Leafar como punição pelos atrasos.

     

    Se não postar até o fim de semana eu postarei você sendo encoxado pelo pdrk e pelo divini Risada Malvada



  • 08-25-2008 19:06 Em resposta à

    • Pdrk
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    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    Ei! Eu não participei disso! Quer ficar que nem o Orc, maizena?

    The fire of life!!!



    http://sites.levelupgames.com.br/Forum/perfectworld/forums/t/304051.aspx?PageIndex=1
  • 08-25-2008 20:32 Em resposta à

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    Pdrk:
    Quer ficar que nem o Orc, maizena?

     

    E a nossa converssa sobre violação de dos direitos piadisticos em??

    Ok,ok eu admito que o pdrk so fotografo(divini so assistiu xD)

    Agora pedro em passa as fotos da encochada caso o leafar atrase...



  • 08-25-2008 22:04 Em resposta à

    • Drannor
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    • Onde isso se encaixa mesmo?
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    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    e eu não vi isso? Gogogo de mudança pro Odin(em dezembro) 

    Drannor
    back on lag u.u

    http://sites.levelupgames.com.br/FORUM/RAGNAROK/forums/p/375645/3530506.aspx#3530506
    Desventuras em Ragnarok, atualizado toda 2° feira. Capitulos semanais e sem atraso. Leia, ria e deleite-se!
    (esperando autorização pra voltar a postar, atrasado so um ano)
  • 08-26-2008 13:26 Em resposta à

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    Drannor:
    e eu não vi isso?

     

    Essas ainda foram as fotos mais leves Risada Malvada

    Drannor:
    Gogogo de mudança pro Odin

     

    Alguem vai sofrer uma iniciação em dezembro...



  • 08-28-2008 16:51 Em resposta à

    • Drannor
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    • Onde isso se encaixa mesmo?
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    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    Alguem vai sofrer uma iniciação em dezembro...

    *medo*

    Fim de qual semana mesmo Leafar?

    Meu monge upa em rachel, ele pode fazer uma pontinha na Fic?

    XDRisada 

    Drannor
    back on lag u.u

    http://sites.levelupgames.com.br/FORUM/RAGNAROK/forums/p/375645/3530506.aspx#3530506
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    (esperando autorização pra voltar a postar, atrasado so um ano)
  • 08-30-2008 20:14 Em resposta à

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    como eu disse ali coitado do dele

    e essa parada ta estranha, nun sei oq e pior se e eu ter visto ou terem dito q eu participei 


  • 09-03-2008 13:30 Em resposta à

    • Zero Dozer
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    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    Ainda esperando o Capítulo 3................ Cadê, cara??? Por onde a fic tem andado? Só tô vendo flood por aqui...........

    Estou sem PC, mas não sem atividade.
    Quem pensava que eu quitei, pode esquecer.



    OT recruta membros roleplayers. Quem se alista?
  • 09-11-2008 16:23 Em resposta à

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    A capa tá pronta.. a culpa não é mais minha!! kkkkkkkkkkkkk

  • 09-11-2008 17:19 Em resposta à

    • Zero Dozer
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    Re:Garra das Trevas - Capítulo 2

    Muito melhor assim. Assim meu clone não tem que vir atrás de você com um Carniceiro............

    Estou sem PC, mas não sem atividade.
    Quem pensava que eu quitei, pode esquecer.



    OT recruta membros roleplayers. Quem se alista?
  • 09-11-2008 19:11 Em resposta à

    • Leafar
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    Garra das Trevas - Capítulo 3

    - As leituras estão fora de controle!

    - Aumentem a quantidade de Mana.

    - Mas não temos como garantir a integridade da Terra Sagrada caso ele...

    - Não discuta. Faça o que mando. Redirecione o poder do Coração de Ymir agora!

    - Por tudo que é mais sagrado! Os aparelhos estouraram! Por Freya! Ele está solto! E em chamas! Não! As chamas são parte dele! Ele está vindo na minha direção! Aaah!

    - ... ótimo. Abram todos os caminhos da Terra Sagrada. Traga a Papisa para o ritual, Pesar Noturno.

    ***

    Garra das Trevas


    Roteiro e texto: Rafael de Agostini Ferreira
    Character design e arte: Daniel "NIORI" Uires
    Artista especialmente convidado: Roberto "Huxley" Enachev (capa)

    Os acontecimentos desta história encontram-se na ordem apresentada na seguinte linha cronológica:

    Eclipse Final
    Ruína de Rune Midgard
    Hora Zero
    Fim de Rune Midgard
    Shirabara
    Dämmerung
    -> Garra das Trevas
    Morroc Saga

    ***

    Capítulo 3 ~ Luz e Sombras

    - Entre.

    A figura sombria saltou para dentro do luxuoso escritório no templo de Rachel. Enquanto uma pessoa comum teria ficado chocada, Zhed mal se limitou a voltar para sua mesa. Pegou uma garrafa e colocou mais uísque em seu copo.

    - Voltou a beber, Bekento? - disse o homem que entrou pela janela.

    - O fim está próximo, Jöseph. Não está sentindo no ar?

    - O que houve?

    - Eles estão agora na Terra Sagrada, com todos aqueles malucos. Estão usando todo o Mana dos Corações de Ymir.

    - Isso significa que a Papisa corre perigo.

    - Sim.

    - "Sim", B? Temos que sair daqui. O aeroplano de Rachel pode nos...

    - O aeroporto está fechado. Nenhum vôo parte ou aterrissa.

    Um barulho veio da porta da sala. Jöseph desapareceu, enquanto Zhed Bekento apenas completou o gelo em sua bebida.

    - Não se preocupe. Foram as travas liberadas. Ao que parece, estão abrindo o caminho para o Pesar Noturno subir.

    - Onde está a Papisa?

    - Com o visitante de Rune-Midgard, o Leafar Belmont.

    Zhed notou que Jöseph engoliu seco por baixo da máscara pontuda, contendo algum comentário. Viu que o Mercenário apertou as mãos com força, com os punhos fechados.

    - Algum problema, meu amigo?

    - Não, Zhed. Estou preocupado. Preciso subir até o templo e tirar a Papisa de lá.

    - Está ouvindo os passos, Jöseph? Eles estão se espalhando. Aqueles fanáticos, de categoria Isilla e Vanberk, se escondendo com máscaras... nem mesmo você será capaz de passar por todos eles.

    - Ele não irá sozinho!

    Os dois olharam para a janela. Uma Mercenária estava nela, abaixada. Usava um elmo escuro, com penas mais escuras ainda. Um pingente roxo e dourado estava confortável entre seus seios, visíveis pelo generoso decote. Com o vento que batia ocasionalmente em seu manto pontudo, era possível notar as lâminas afiadas de katares, presos em suas coxas.

    - Raven! - Zhed levantou as sobrancelhas - Pensei que tivesse morrido! Há eras que não tinha notícias suas!

    - Eu tive alguns probleminhas. Digamos que eu esqueci meus equipamentos no bolso de outra calça. Literamente. - a mulher mascarada olhou feio para Jöseph.

    - Fico me perguntando como conseguiu achar sua "calça perdida", Raven. - o homem deu as costas, indo para a porta.

    - Eu não sou quadrada. Sei me virar. Muito bem por sinal, querido.

    O Mercenário olhou pela abertura da porta e voltou-se para Zhed e Raven.

    - Zhed, - disse baixinho - Raven e eu vamos tentar alcançar a Papisa e tirá-la de lá. Pode nos providenciar alguma rota de fuga?

    - Não posso. Se sonharem que estou macomunado com vocês, posso ser morto. E não serei útil assim.

    - Nós vamos salvar a garota.

    - É um prazer rever vocês também! - Raven balançou a cabeça negativamente, indignada.

    - Boa sorte dupla din... - Zhed foi interrompido pelo dedo de Jöseph em seu rosto.

    - Não nos chame assim.

    - Não fique tão irritado, "Garra das Trevas". - Raven falou com a voz cheia de sarcasmo, momentos antes de desaparecer.

    ***

    - ... e no final foi isso que aconteceu. Chamamos este evento de "Dämmerung", para fins de registro.

    - Aaaaah! Que legal, senhor Lea! Nossa, quanta história você tem para contar!

    - É verdade que não são todas minhas, já que meu clone ficou com a maior parte da diversão, mas eu já dei uma espadada ou duas por aí.

    - Não faz mal! Eu adorei todas elas mesmo assim! E sinto muito pela sua filhinha.

    Leafar sorriu. A Papisa tinha pego seus óculos de lentes vermelhas e usava eles. Tinha tirado o manto e usava apenas a roupa cerimonial de Sacerdotisa de Rachel, toda branca. O louro, ainda sentado na escadaria, pegou um pouco de água e molhou sua garganta, seca por tanto falar. Foi oferecer para a menina, mas viu que tinha acabado.

    - Onde tem mais água aqui?

    - Eu peço para algum servo trazer!

    A lourinha pegou uma sineta do lado de seu trono. Tocou-a e ficou olhando sorridente para a frente, mas nada aconteceu. Tocou mais vezes, e nada de resposta.

    - Que incompetentes. Devem estar dormindo!

    Enquanto a menina brigava com a sineta, Leafar levantou-se. Espreguiçou-se e foi até a borda da sala, que ainda o deixava estupefato. A plataforma sustentava-se no meio de um céu eternamente azul e ensolarado, mas com uma temperatura agradável. Outras salas, que se ligavam à principal por meio de passarelas, tinham árvores, cristais de energia e até mesmo pássaros. Perguntava-se como aquilo era possível, quando voltou a atenção para a menina. Ela insistia com a sineta, mas ninguém aparecia.

    - Ei, eles costumam demorar tanto assim?

    - Não. Devem ter dormido! Cácácácá!

    Devagar, Leafar voltou para perto da Papisa. Ouviu um barulho vindo do pé da escadaria. Aproximou-se e viu um conjunto de garras tocando o chão de pedra. A pele da criatura era preta, com as patas brancas. Tinha um tipo de focinho comprido, com uma boca redonda cheia de dentes. Rosnava de maneira diferente, como se fosse um motor.

    - Freya, tem outra saída aqui dessa sala? - Leafar aproximou-se da menina, olhando desesperado para os lados, em busca de algo que servisse de arma.

    - Não, só a escadaria! Já está indo embora?

    - Nós estamos, na verdade. Precisamos ir embora daqui, e rápido! - ele pegou o bastão que a Papisa tinha largado e segurou firme.

    - Eu não posso ir embora, senhor Lea! Só em horas de missa e... e...

    A criatura estava no alto da escada, olhando a menina. Uma língua bi-partida saía de sua boca. Ela mexia o pescoço, curiosa. Freya segurou a respiração. Deu três passos para trás e sentou-se no trono. Soltou um grito alto e estridente, apavorada. Com o grito da menina, a criatura avançou. Saltou na direção da garota, mas recebeu uma pancada do cetro dela no rosto, desferida por Leafar. Freya escalou o trono e começou a chorar. Leafar entrou na frente, ficando entre ela e a criatura.

    - Pare de gritar! Talvez ele vá embora!

    - Socorro, senhor Lea!

    O monstro pulou novamente. Leafar segurou firme o bastão e acertou o focinho do monstro, tornando-se seu novo alvo. "Pelo menos tirei a atenção dele da Papisa", pensou, enquanto segurava o bastão na horizontal, com as mãos afastadas. A criatura o olhava, com a língua mexendo entre os dentes. Suas garras faziam barulho no chão de pedra.

    Tomando a iniciativa, Leafar avançou. Bateu pesadamente no monstro, fazendo-o recuar. O bastão era resistente e aguentava bem os ataques das garras. Mas a criatura parecia não se abalar. E, infelizmente, Leafar não era tão eficiente com bastões quanto era com alguma espada de duas mãos. Por fim, o monstro pulou. Leafar bloqueou o ataque segurando a arma improvisada. A boca cheia de dentes afiados tentou alcançá-lo, enquanto as patas traseiras iam empurrando-o para a frente. Leafar foi sendo forçado para trás, até ficar de costas para o vazio. A Papisa, desesperada, pegou uma garrafa de água-benta. Correu para cima dos dois e jogou ela nas costas do monstro. Tão logo o líquido sagrado a encontrou, começou a soltar fumaça, dissolvendo-a.

    - Bom. - Leafar largou o bastão e chutou o monstro para fora da plataforma - Mas agora precisamos sair daqui.

    - Senhor Lea! De onde vieram esses bichos?

    - Não sei. Vamos embora, Freya!

    Leafar se ajoelhou e a menina subiu em seus ombros. Ele desceu a escadaria rapidamente. Abriu a porta e passou correndo por algumas pequenas salas, até voltar ao primeiro andar do Templo de Rachel. E a visão dos dois guardas mortos fez o louro engolir seco. A gritaria ao redor revelou noviços sendo massacrados por criaturas como a que tinha lhes atacado. Entre eles, homens e mulheres mascarados, de cabelo azul e vermelho, com facas e cutelos nas mãos.

    - Nós temos que...

    - Senhor Lea! - a Papisa segurou a cabeça de Leafar pelo cabelo e virou para a direita. Uma criatura voadora, rubra, os observava. Ela tinha um olho imenso, com asas, e a pele era vermelha. E sem aviso, ela disparou um Trovão de Júpiter, arremessando a dupla para a parede. Teriam desmaiado na hora, mas alguém agarrou os dois, absorvendo o impacto. Leafar virou-se, sentindo sua cabeça em algo macio. Era Raven, a Mercenária mascarada, que tinha pego os dois.

    E antes que o louro tivesse reação, viu um homem com uma longa capa escura saltar na frente da criatura vermelha. Lâminas muito bem firmes em suas mãos transformaram o monstro voador em pedaços.

    - Quem... quem são vocês?

    - Você precisa sair daqui com a Papisa, estrangeiro. - disse Jöseph, voltando sua atenção para eles.

    - Muito obrigado por terem nos sal...

    Leafar parou de falar. A princípio, olhou por instinto para o decote generoso da Mercenária. Mas ficou sem palavras ao reconhecer o pingente roxo e dourado entre os seios dela. Ela devolveu o olhar e ficaram em um silêncio perturbador por alguns segundos.

    - Não há do quê, moço. - Raven piscou para ele - Agora pegue a menina e saia daqui.

    Freya abraçou Leafar, subindo em seu colo. Ele virou-se para correr, mas notou um bando de pessoas. As Isilla e Vanberk se aproximavam, entoando mantras malignos, com suas armas em punho. Raven desapareceu, ao mesmo tempo que Jöseph avançou. Ele atacava sem piedade, com suas adagas cortando os homens e mulheres que tentavam alcançar os louros. Foi reforçado por espinhos que avançavam do chão, com a habilidade de Tocaia de Raven. E após alguns ataques, a garota surgiu. As lâminas de seus katares foram mudando do branco para o rubro, com o sangue dos inimigos. Ela era impressionante - não errava um ataque sequer.

    - O caminho está aberto, estrangeiro. - Jöseph virou novamente a máscara pontuda para Leafar - Saiam daqui, depressa!

    Leafar correu para fora do templo, ainda segurando Freya. Viu então que o pátio estava tomado por fanáticos. Abraçou forte a menina e saltou por cima da escadaria, aterrissando em segurança no chão de pedra. As pessoas moviam-se lentamente, tentando alcançá-los. O louro olhou para trás, antes de atravessar o portão que ligava Rachel ao templo.

    - Meu deus...

    A cidade estava tomada por criaturas e fanáticos. O louro engoliu seco. Olhou para o caminho que levava para a Mansão Belmont. Seria preciso correr sem parar. Sozinho, talvez conseguisse. Mas carregava a menina no colo. Foi quando sentiu ela puxar sua camisa.

    - Senhor Lea, me coloca no chão. Preciso fazer uma coisa.

    Ele colocou a lourinha de pé e observou. Ela estalou os dedos e invocou sob si mesma a magia de Aumentar Agilidade. Fez isso em Leafar, mas sua magia chamou a atenção de um bando de Vanberks. Eles voltaram-se para os dois e começaram a avançar.

    Leafar pegou a mão da garota e, juntos, correram. Um Vanberk entrou na frente de Leafar, mas recebeu uma ombrada, caindo em cima de um companheiro. O louro então pulou no corrimão da escadaria de entrada do templo, deslizando, e terminou chutando um dos monstros, abrindo caminho. A Papisa veio logo atrás. Com determinação, passaram por todos os oponentes, até chegar na entrada da mansão. Com um chute, Leafar abriu a porta. Puxou Freya e bateu a pesada trava, fechando o caminho.

    - Albert! - berrou ele, sem resposta da mansão silenciosa. Virou-se então para a garota, mas ouviu um barulho vindo do piso superior.

    Com cuidado, subiu os degraus, pé ante pé. A menina foi atrás dele, quieta. As janelas estavam abertas, e o vento mexia as cortinas. Notou que a única porta aberta era a do seu quarto. Com os punhos cerrados, Leafar andou até lá. Espiou pela porta e viu o quarto vazio. Mal deu o primeiro passo, porém, e algo saltou em sua direção. Por puro reflexo, deu um murro e ficou em posição de ataque. Ouviu um "caim!", apenas para ver que tinha atingido Rush, seu cãozinho.

    - Ei! Desculpe, garoto!

    Freya correu alucinada para cima do animalzinho. Começou a fazer carinho nele enquanto Leafar olhava ao redor. Notou as roupas de Morrigane no chão. Viu então que a caixa de chocolates que tinha ganho de Kaizen estava entreaberta. Os chocolates estavam espalhados no chão.

    - Queria saber onde está o Albert. - falou e, irritado, deu um tapa na caixa. Ela caiu no chão e fez um barulho muito pesado. Leafar ergueu uma sobrancelha e pegou-a. O fundo parecia falso. Mexeu um pouco nele até conseguir removê-lo, encontrando algo inusitado: duas pistolas e cartuchos de munição, um visor com encaixe para orelha e um bilhete.

    "Leafar,

    Espero que não tenha passado mal com os chocolates. Eles tinham pimenta, para enganar o faro de eventuais cães de caça. Escondi duas de minhas armas para que você não fique totalmente desarmado por aí. Vai que acontece algum problema, pelo menos pode se virar bem. Não tem mistério - aponte o buraco para o alvo e aperte o gatilho. Quando acabarem as balas, encaixe outra munição pela parte de baixo. Você é esperto, vai entender como funciona.

    Como você não é especialista em armas de fogo, estou te enviando um Rastreador GZ modificado. Esse visor vai melhorar sua mira e, consequentemente, o dano que você causa. Desculpe, mas não é mais possível medir o poder dos outros com ele. Pelo menos eu já sei que o seu é maior que nove mil!

    Abraços do amigo Kaizen
    "

    - Temos que encontrar o Albert, Freya. E aí vamos embora daqui. - Leafar deixou as duas pistolas na cama e foi mexer no armário, procurando outra roupa. A menina foi até o banheiro.

    - Senhor Leeeea! Tem algo errado com a sua banheira!

    Segurando uma troca de roupas, Leafar foi até lá. Viu que a banheira estava diferente, com um tipo de escorregador.

    - Não faço idéia do que aconteceu. Mas não tenho tempo para isso. Deixa eu me trocar, fica ali no quarto esperando.

    A lourinha saiu. Olhou as armas na cama. Depois pegou o cachorro no colo e sentou no chão, fazendo carinho nele. Olhou a plaquinha presa na coleira, dizendo "Rush" de um lado e "Propriedade de Leafar" do outro. Os barulhos vindos da cidade a assustavam. Abraçou forte o cachorro, quando ouviu a porta do banheiro se abrir.

    Leafar surgiu. Estava usando uma calça preta, com duas botas também escuras, com fivelas na lateral. Vestia uma camiseta azul-marinho de manga curta, com detalhes em branco. A sigla "AMP" podia ser lida pequena em seu peito, no coração, acima do brasão de Rune-Midgard, além de se repetir maior nas costas. Usava duas luvas pretas, que deixavam as pontas de seus dedos para fora.

    - AMP? O que é isso? - Freya perguntou, olhando curiosa.

    - Academia Militar de Prontera. - concentrado, Leafar pegou as duas armas. Viu que na caixa tinha uma faixa. Depois de xeretar por alguns minutos, descobriu que servia para ficar em seu peito, com os coldres das duas pistolas nas laterais. Prendeu então as munições no cinto. - Temos que encontrar o Albert. E se eu entendi como ele pensa, ele deve ter ido para o aeroporto, para preparar nossa fuga daqui.

    Ele encaixou o Rastreador modificado na orelha e desceu o visor para o olho. A tela mostrava miras e dados das coisas para onde ele olhava, como distância, tamanho e número de tiros para abater. Reparou as miras em Freya e em Rush.

    - Freya, vamos juntos. Evite usar suas magias fora da mansão. Parece que esses bichos são atraídos por ela. Vamos sair de Rachel pelo leste.

    Os dois, acompanhados de Rush, foram para a frente da mansão. Freya soltou suas magias em Leafar e em si mesma. Ele segurou as duas pistolas.

    - Abra o portão.

    A menina puxou a maçaneta. Leafar segurou as duas pistolas e foi na frente. Ouviu um apito vindo do Rastreador e olhou para a direita. Uma Isilla se aproximava. O visor travou a mira nela. Sentiu facilidade em apontar a arma e disparou. O projétil acertou a mulher no pescoço, arrancando-lhe uma porção dele, enquanto caía, se debatendo. O som, porém, atraiu a atenção de outros fanáticos. Sem alternativa, Leafar começou a atirar.

    ***

    Os corpos caíam aos montes no chão. Jöseph e Raven estavam intactos. Chegaram até a escadaria para o subterrâneo da Terra Sagrada. O Mercenário guardou as adagas e olhou para a morena.

    - Vi como vocês dois se olharam. Ele te reconheceu.

    Raven abaixou a cabeça. Colocou a mão no ombro de Jöseph.

    - Desculpe, mas você também está em débito comigo. Por que trancou minhas coisas na caverna?

    - Não é hora para falarmos sobre isso.

    O Mercenário ameaçou descer as escadas, mas sentiu as duas mãos da garota o puxarem. Ele parou.

    - Por quê?

    - Não temos tempo. Eu imagino que o Pesar Noturno estej...

    Raven virou ele e passou a mão em seu rosto, indo na direção da máscara. Começou a removê-la.

    - Não perguntei para o "Jöseph" ou para o "Garra das Trevas". Perguntei para o único homem com o qual me importei até hoje. Meu amado Diego Murrieta.

    Ele não reagiu quando ela retirou sua máscara, revelando um rosto cansado, encoberto por um cabelo prematuramente grisalho. Os olhos castanhos procuraram os dela, e suas mãos retiraram sua máscara e seu elmo, revelando o bonito rosto de Morrigane. Abraçaram-se então, em silêncio.

    - Eu não sou forte o suficiente, Morrigane.

    - Mas você está se tornando.

    - Não posso arriscar te perder. E a missão primordial de todos os Jöseph é proteger a vida da Papisa de Rachel. Quando eu assumi esse manto, eu perdi uma Raven, a do meu antecessor, você sabe. E eu não posso perder você.

    - Então me deixa lutar do seu lado. Por que reprogramou Albert?

    - Não fui eu. Foi aquele visitante de Rune-Midgard, o tal de Leonard Belmont. Não faço idéia de como ele conseguiu.

    Diego engoliu seco e abaixou o olhar. Morrigane segurou seu queixo e levantou-o em sua direção.

    - O que te entristece?

    - Como você conseguiu entrar na mansão?

    - Você não vai querer saber. Sério.

    - Você foi para a cama com ele, não foi?

    A expressão da morena mudou na mesma hora, ficando séria. Ela engoliu seco, olhando-o no fundo dos olhos.

    - Eu sou uma Mercenária. Honro meu juramento da guilda até o fim. Sempre cumpro minha missão, sejam pelos meios que forem. Jamais vou precisar pedir autorização para alguém para fazer algo que me ajude a concluir minha tarefa. E eu precisava dos meus equipamentos. Você devia entender isso.

    - Eu... entendo. Apenas não gosto que encostem no que é meu.

    - Encostar, ele encostou. E bastante. Desculpe. Mas encostar não é "possuir". E isso apenas você possui; o meu coração e minha dedicação.

    As duas bocas se emaranharam em um beijo há muito contido. Ficaram abraçados, encostados em um canto escuro, enquanto a desgraça e a morte acontecia nos arredores. Por fim, Diego devolveu o elmo e a máscara para Morrigane. Ela devolveu também a proteção dele.

    - Temos que nos concentrar em nossa missão. - ele recolocou a máscara pontuda, voltando a ficar com os olhos totalmente brancos - Provavelmente o Pesar Noturno será acordado e vai deixar a Terra Sagrada. Se Freya morrer no ritual das escrituras, a cidade de Rachel estará condenada.

    Morrigane concordou. Agora, novamente sob a identidade de Raven, ela ficou invisível, assim como Jöseph. Desceram devagar as escadas. Notaram um bando de Gremlins, que aparentemente ignorava o casal oculto.

    - Eu nunca tinha vindo aqui. - falou ela, baixinho - O que são essas coisas?

    Alguns artefatos gigantescos estavam flutuando acima de poços com água, com passarelas em volta. Runas mágicas os rodeavam, emanando luz e dando um ar místico.

    - São Corações de Ymir. É o dito artefato que possibilita a passagem dos que concluem seu treinamento para o Hall das Valquírias.

    - E o que tantos fazem aqui?

    - São eles que dão o poder para o Pesar Noturno e as demais criaturas.

    - Nossa... chupa, Rekenber. - disse a morena, fazendo referência à cidade que tanto se gabava de sua tecnologia.

    Os dois olharam ao redor. Um dos poços estava vazio, e o Coração de Ymir dele estava apagado, caído. O Mercenário cerrou os olhos.

    - Chegamos tarde demais. O Pesar Noturno está solto.

    - Jös... - Morrigane chamou-o. Ele olhou para trás. Uma variação do Gremlin estava atrás deles. Era maior e mais forte, com mais garras e dentes. E olhva para o vazio, onde os dois estavam.

    - Um Hodremlin. Então deu certo o projeto. Mas fique tranquila, - falou o Mercenário - ele não pode nos ver.

    E, ao dizer isso, ambos foram atacados. A criatura sem olhos sabia onde estavam. Morrigane surgiu do esconderijo e dilacerou o monstro com suas Lâminas Destruidoras.

    - Leafar e a Papisa correm mais perigo do que imaginávamos. - Jöseph se desesperou - Temos que voltar!

    - Acho que isso vai ser difícil...

    Morrigane apontou para a escadaria. Um grupo imenso de Hodremlins estava entre a saída e eles. E, sem opção, uma nova e sangrenta batalha começou.

    ***

    As cápsulas caíam aos montes no chão de terra. Rush latia furioso para os monstros, enquanto Leafar descarregava pentes inteiros neles. Freya corria atrás dele, na direção do aeroporto. O apito constante do Rastreador fazia Leafar se virar e acertar tiros precisos, explodindo cabeças, membros e garras dos Gremlins, Isillas e Vanberks.

    Os corpos iam se acumulando no chão. Algumas gotas de suor escorriam da testa de Leafar. Ele continuava recuando e atirando.

    - Recarrega! - disse e jogou uma das pistolas para a Papisa. Ele se ajoelhou e, segurando a arma que sobrou com as duas mãos, deu tiros precisos. A menina recarregou a primeira pistola. Ele entregou então a segunda. Ela repetiu o procedimento. Empunhou novamente as duas e acertou os últimos monstros que tinham seguido-os pelo campo árido de Rachel.

    Olharam para o aeroporto. Não havia nenhum dirigível nele. Notaram então um homem caído, imóvel. Era Albert. Leafar colocou as duas pistolas nos respectivos coldres do peito e foi até o mordomo, desesperado. Assustou-se com a visão; não pelo ferimento, mas pelo tipo. Albert estava caído, com um corte imenso no peito. Mas não saía sangue de seu corpo. Alguns fios e eletricidade ocasional era o que escapava.

    - O que é isso?

    - Caverna... bzzzzt... preciso... caverna... zzzzzt.

    - O que ele está falando, Freya? Será que ele quer ir até a Caverna de Gelo?

    A menina tentava curar o mordomo em vão. Nada acontecia.

    - Não sei, senhor Lea. E minha Cura não funciona nele. Ele não é humano.

    - Oh, really? - irônico, Leafar levou as mãos até a cintura, olhando ao redor. - De que caverna ele está falando?

    - Caverna... banheiro... mansão... bzzzzt... esta unidade está bzzzzt entrando em modo de bzzzzt economia de energia.

    O mordomo parou de se mover. Leafar balançou a cabeça negativamente.

    - Maravilha.

    - Senhor Lea... - Freya começou a puxar a calça de Leafar, que estava de costas para o campo, olhando para o mordomo.

    - Bichos loucos surgem no templo e tentam nos matar, aquela Mercenária peituda que nos salvou muito provavelmente é a Morrigane, minha caixa de chocolates tinha duas pistolas, eu bati no meu cachorro e meu mordomo é um robô. O que mais falta me acontecer?

    - Senhor Lea! Socoooooooooooooooooooooooooooooorro!

    Quando se virou, Leafar notou uma criatura imensa com a Papisa nos braços. Ela era toda branca, reluzente, com chamas saindo de seu corpo. O pescoço era longo, e sua cabeça era oval, inclinada para a frente.

    - Freya! - rápido, Leafar sacou as duas armas. Descarregou todos os tiros no corpo do monstro, que mal se moveu. Só parou quando ouviu um clique de cada pistola. O monstro, por sua vez, ficou com a mão fumegante, com chamas envolvendo-a. Tudo que Leafar se lembrava era de um clarão imenso, acompanhado de um calor incrível. E, com ele, tudo ficou escuro.

    ***

    Sua cabeça doía. O mundo começava a ganhar alguma vida. Seus olhos se abriram. Parecia estar em um tipo de gruta ou caverna - não sabia dizer. Um bipe incessante chamou sua atenção. Levantou-se da maca onde estava. Viu Albert deitado, com uma pequena criatura metálica que parecia um escorpião soldando seu peito e costurando o que parecia pele artificial.

    - Onde... onde eu estou?

    - Subsolo da Mansão Murrieta. Ou Mansão Belmont, como seu pai a renomeou.

    A voz da morena fez Leafar sentir-se confortável. Notou a garota sentada, com uma agulha espetada em seu braço. Ela estava com a roupa de Mercenária, sem o elmo e a máscara.

    - Morrigane! Eu sabia que era você lá no templo! Que bom te reencontrar!

    Ela não sorriu. Olhou para o mordomo e voltou a olhar para o louro, que estava sem jeito por ela não ter esboçado nenhuma reação.

    - Antes que me pergunte, vou explicar, já que não temos tempo a perder. - falou com a voz enfraquecida - Esta mansão é a base do vigilante conhecido como "Jöseph", batizado por um jornal popular como "Garra das Trevas". Seu nome real é Diego Murrieta, meu noivo que simulou a própria morte quando teve sua identidade secreta comprometida.

    - Isso é muita informação de uma só vez. Era o cara que estava com você lá no templo?

    - Deixe-me continuar. A missão dos Jöseph, em Rachel, é proteger a população original daqui, que é explorada por visitantes. Mas, acima de tudo, é protegar a vida da Papisa atual. E isso tem sido feito há décadas. Zhed Bekento é quem nos ajuda e nos chama sempre que a vida de uma dela está em perigo.

    - Certo. - Leafar sentou-se perto de Morrigane, olhando-a. Estava um pouco sem jeito por ela ter mencionado "noivo", mas ficou quieto. A história estava interessante.

    - Uma criatura tipo MVP chamada Pesar Noturno foi invocada no subsolo do templo. Essa criatura, além de proteger o módulo secreto do templo, chamado de "Terra Sagrada", anseia em sair de Rachel para destruir todas as cidades que encontrar. Mas a vida da Papisa não permite, como parte de um selo antigo. Para quebrar isso, porém, existe um ritual, que deve ser feito pelos fanáticos de classe "Echio" e "Agav". Se eles finalizarem o ritual, além da Papisa morrer, o Pesar Noturno poderá sair para o mundo. E inevitavelmente chegará até sua amada Rune-Midgard.

    Leafar ficou em silêncio alguns instantes, assimilando tudo. Quando teve certeza de que entendeu o que estava acontecendo, foi até Albert. Viu que o escorpião robô estava montando um rosto novo para ele. Olhou então para Morrigane, mas não precisou nem perguntar. Ela sabia o que ele queria saber, e começou a falar.

    - Ele é um robô. Tecnologia cortesia de Kiel Hyre. Sua missão é proteger e dar suporte total ao Jöseph e à Raven, caso exista alguma.

    - Como assim?

    - Assim como "Papisa", Raven também é um título. Mais precisamente, da companheira de Jöseph. No caso atual, o meu, como Mercenária. A Classe não importa, pois é o conceito em si de ajudar ao Jöseph que conta. Mas o fato é que Albert existe para proteger e servir Jöseph e Raven. E o seu pai, quando veio aqui, logo após que Diego simulou sua morte, desconfigurou Albert. Ele passou a reconhecer apenas você como senhor da mansão. E aí, para pegar minhas coisas, tive que...

    Ela parou de falar. Percebeu o quão fria estava sendo e sentiu-se mal por isso. Leafar pareceu profundamente decepcionado. Ele se virou e foi até uma enorme tela, que mostrava a cidade sendo atacada, com algumas casas pegando fogo.

    - ... teve que ir para a cama comigo.

    - Desculpe.

    - Eu estou acostumado.

    Morrigane engoliu seco. Leafar ficou olhando perdido para a tela.

    - Eu sou muito conhecido em Rune-Midgard. Herdei a Ordem do Dragão e a lidero. O Rei confia em mim. As pessoas sabem o meu nome. Meus inimigos temem a minha presença. E isso tem um lado ruim. Muitas das garotas que eu conheço só se aproximam de mim por quererem cinco minutos de fama. É muito difícil alguém sair com o Leafar de verdade; elas querem sair com o "líder da Ordem do Dragão" ou com o "General do Rei". Eu... estou acostumado com isso. Tudo bem. A diferença é que você não vai pedir para tirar uma foto comigo. Acho.

    Ele se virou, entristecido, olhando para a Mercenária.

    - Por algumas horas eu acreditei em você, Morrigane. Eu pensei que fosse possível.

    Recuperada, ela tirou a agulha do braço. Levantou-se e andou até o louro. Passou a mão em seu rosto, carinhosa.

    - Você é especial, Leafar. Merece coisa melhor do que essas marias-armadura... ou eu.

    Ela levou então as duas mãos na nuca e mexeu no fecho de seu pingente. Retirou-o e andou até a frente de Leafar, colocando-o em seu pescoço.

    - Aceite como pedido de desculpas. Se eu te fiz acreditar que é possível, use isso para não se esquecer. Sua companheira está te esperando por aí.

    Morrigane então foi até um painel e começou a mexer em vários botões. Muitas imagens apareciam na tela brilhante.

    - Por ora, eu preciso urgente da sua ajuda. Diego ficou no templo de Rachel. Enquanto conversamos, ele luta. Ele fez o possível para que eu saísse com vida e viesse buscar auxílio. Se não impedirmos o ritual, a Papisa irá morrer. E o Pesar Noturno estará livre de sua prisão nesta cidade.

    - E como eu posso ajudar? Eu preciso pelo menos de uma espada de duas mãos e da minha armadura. Não tenho como lutar.

    - Você é um Lorde. Lordes são Guerreiros Transcendentais. Como você luta com espadas de duas mãos, provavelmente é forte e ágil, estou certa?

    - Está. Na verdade, sou especializado em acertar qualquer alvo, como você.

    - Sei. Treinamento "Crítico", não é?

    - Sim.

    - Temos um protótipo. Nunca imaginamos que ele teria que ser utilizado antes da hora. Era para o Diego, assim que ele passasse pelo Hall das Valquírias. Albert o chama de "DarkClaw", em referência ao nome que o jornal deu a Jöseph.

    Um trecho da parede da caverna se ergueu. Saiu muita fumaça dela, enquanto garras metálicas traziam um traje todo negro. Ele possuía luvas metálicas de metal claro, assim como ombreiras, joelheiras, caneleiras e botas. O peito possuía um tipo de proteção em forma de garras. O cinto era uma caveira da mesma cor, com olhos vermelhos.

    - Parece ser um traje típico de Algoz. - disse o louro, olhando a roupa - E isso não me adianta muito. Sou um Lorde, não um Algoz.

    - Não se deixe enganar. Você está vendo uma das últimas palavras em Exotraje e tecnologia de nanomáquinas. E por ser ágil, você vai se adaptar com muita facilidade. Vou te explicar como ela funciona.

    Leafar olhou para uma bandeja ao lado da roupa. Olhou para uma máscara pontuda igual a de Jöseph, mas toda negra. Pegou-a e olhou para Morrigane. Ela assentiu com a cabeça, dizendo sem palavras que aquela era a decisão certa.

    - Muito bem, - disse ele - vamos ver do que essa exocoisa é capaz.

    ***

    Ir para o capítulo final

    Leafar



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  • 09-11-2008 19:37 Em resposta à

    • Rakesh
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    • Membro

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 3

    Quando olhei pra capa, pensei algo do tipo: "WTF?! Quem é esse aí?!"  xD

    Enfim, capítulo ótimo. Parabéns. ^_^

     

    PS1: Eu não esperava essa piada antiga do "It's over nine thousand!!!" aqui! xD

    PS2: Primeiro a comentar! \o/

  • 09-11-2008 19:53 Em resposta à

    • Drannor
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    • Membro desde 06-17-2008
    • Onde isso se encaixa mesmo?
    • Membro

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 3

     nnnnnnnnooooooooooooooooooooooooooooo

    não fui o 1° a responder...

    . Muito bom(e cada vez mais overpower suas fics Leafar), Quem diria que de LK o Leafar ia virar algoz... OU pemo lenos mercenario sem ser gatuno e usando roupa de algoz... Algo assim Pensando

    Drannor
    back on lag u.u

    http://sites.levelupgames.com.br/FORUM/RAGNAROK/forums/p/375645/3530506.aspx#3530506
    Desventuras em Ragnarok, atualizado toda 2° feira. Capitulos semanais e sem atraso. Leia, ria e deleite-se!
    (esperando autorização pra voltar a postar, atrasado so um ano)
  • 09-11-2008 20:21 Em resposta à

    • super gogeta
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      Masculino
    • Membro desde 04-07-2008
    • onde ouver o que fazer
    • Membro

    Re:Garra das Trevas - Capítulo 3

    Rakesh:
    PS2: Primeiro a comentar! \o/

    noooo, droga, perdi a hora >.<

    bem, antes dos elogios, tenho algo a declarar:

    Leafar:
    Pelo menos eu já sei que o seu é maior que nove mil!

    ah! isso é sacanagem! eu sempre quis que alguem me dissese isso!Risada

     vamos ver quando eu pegar monk ou mestre, qualquer dia eu vou ver um cara cabeçudo de cabelo espetado gritando:

    " O PODER DELE É MAIOR QUE NOVENTA MIIIIIIIIIIIIIIILLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!"

    ok, agora chega. vamos aos elogios:

    meu deus, o leafar agora já é pelo menos umas 3 classes: lorde, justiceiro e algoz. por falar nisso, a roupa boladona de kiel hyre é aquela que teu clone pago um pau na morroc saga, não é?

     mano, a fic fico mto boa, mas tenho pena do rush. levar um soco de mais de 9 mil no focinho não é mole. e voc~e deve ter ficado com cara de "WTF" quando a morrigane falou do por que "daquilo", estou certo?

    muito bom cara, continue assim. e vou lhe dar um aviso: não atrase mais as fics tanto assim , não é nem por minha causa, mas acho que o pdrk e o maizena e o dozer vão ficar assasinos. literalmente.

    no mais, muito bom MESMO a arte ficou mto da hora tb, parabéns, fic muito boa, continue sempre assim.

    ok,flow!!

    *pensando em uma assinatura decente...*
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