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RagnaTale: Leo

Última mensagem 09-27-2008 17:57 de SniperMaizena. 200 respostas.
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  • 08-01-2008 12:49 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Leo - IV

    Po voltei de viajem agora e fiquei sabendo dessa parada do NIORI,entom so quero diser q o pessoal do forum ta te dendo a maior força cara e que ta todo mundo aqui torcendo pra vc cara



  • 08-05-2008 18:45 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Leo - IV

     Aeew parabéns mais uma vez, ó cara mais fortão, bonitão, glorioso, e líder da maior melhor e mais linda, justa, e poderosa guild de RP de rune midgard nacional, internacional e até msm interplanetária ...

     

    Parabéns surpreendeu MSM ... o Leafar é quase um Seya da vida ...

    Desculpen o nick do fórum ridículo mas axei que pudesse mudar ¬¬

    PLZ ALGUEM MUDA MEU NICK !!! T-T
  • 08-07-2008 11:05 Em resposta à

    • Zero Dozer
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    • Payon, ao lado da casa do suco
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    Re:RagnaTale: Leo - IV

    Manda essa mensagem pro Niori, Leafar. 

    Força, Niori!!!! O mundo precisa de suas habilidades gráficas!!! Seja lá o que estiver acontecendo, saiba que você deve ser mais forte do que isso. Você é o melhor desenhista que apareceu nesse fórum, cara! Desiste não, mano.

    Qualquer coisa que seja, você pode superar. Acredite em mim, já vi muita coisa ruim me acontecer.

    Estou sem PC, mas não sem atividade.
    Quem pensava que eu quitei, pode esquecer.



    OT recruta membros roleplayers. Quem se alista?
  • 08-15-2008 3:29 Em resposta à

    • Leafar
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    RagnaTale: Leo - V

    RagnaTale: Leo


     

    Texto: Rafael de Agostini Ferreira
    Arte: Daniel "NIORI" Uires
    Artista especialmente convidado (capa): Roberto "Huxley Skyjack" Enachev
    Vilão especialmente convidado: Cesar Romero como o Jóquer, o Coringa

    *** 

    Cidade de Payon

    O vento mexia forte nas folhagens. O casal Cerridwen estava aflito. Há algumas horas, iam fazer um piquenique inocente. Aislinn, sua filha, tinha se afastado demais. E tinha sido capturada por orcs. Seria parte de um ritual para a evocação de uma antiga entidade, a Heroína Orc. E sua vida seria necessária para isso.

    Eles não sabiam o que fazer. A esperança lhes era algo inalcançável. Mas mal sabiam que seu filho adotivo jamais permaneceria parado diante de alguém em perigo - principalmente alguém amado. Seu nome de verdade ninguém sabia - chamaram-lhe de "Elessar", por causa de um livro que leram uma vez.

    Mas seu sangue era Belmont.

    ***

    - Aceite, Raggadhar, essa oferenda! Que o sangue desta jovem humana virgem desperte a entidade adormecida! Volte para nós, Heroína dos Orcs!

    A adaga do feiticeiro Orc não conseguiu alcançar o peito de Aislinn. Os olhos dele se esbugalharam. Caiu de joelhos no chão. Quando tombou para o lado, estava cravejado de flechas. O louro, de cabelo liso e médio, o encarava com um sorriso, com um arco em punho. Uma pequena mecha estava arrumada em sua testa.

    - Quem você pensa que é para nos atrapalhar? - urrou o Orc Herói que assistia a cena.

    - Eu sou Elessar! - o Caçador fez um "V" com os dedos acima da cabeça - E vocês vão soltar a minha irmã agora!

    - Socorro! - Aislinn berrou, presa de pé em uma armação em forma de X. Usava uma roupa de Aprendiz toda suja de terra. Seu corpo fedia a sangue, usado para marcar seu corpo em várias partes.

    O Caçador não perdeu tempo. Correndo, começou a disparar flechas. Era incrivelmente rápido. Conseguia se esquivar com habilidade dos ataques dos orcs. Cada disparo era seguido do som de um corpo tombando. Por fim, mirou no teto da enorme tenda, atingindo uma coluna. Ela caiu em cima do Orc Herói, bloqueando-o momentaneamente.

    - Nada tema! - disse ele, convencido, enquanto desamarrava Aislinn - Com Elessar não há problema!

    - Eu... desculpa! Eu não quis me afastar tanto! Elessar!

    A garota o abraçou. Ele passou a mão na cabeça dela, suspirando aliviado. Olhou por cima do ombro e viu que o MVP ainda lutava para se libertar da coluna.

    - Está tudo bem. Fica Tranquila. Nós vamos para casa e vamos esquecer o que aconteceu aqui.

    Os olhos dela se encheram de lágrimas, ao mesmo tempo em que ficou ruborizada. Abaixou o rosto, mas Elessar segurou-a pelo queixo, fazendo com que olhasse diretamente em seus olhos.

    - O que foi, Ais?

    - Achei que nunca mais fosse ver você. Eu realmente acreditei que fosse morrer e que eu nunca diria que... ...

    - ... que me ama?

    A boca da loura secou na hora. Perdeu o ar, enquanto via que o irmão adotado a olhava confiante, ainda segurando seu queixo.

    - Eu também te amo, Ais. Nunca te vi como irmã. E o que sinto por você foi mais forte que tudo em mim. Não sei explicar. Você em perigo, as pessoas sem poder fazer nada... meu sangue ferveu. Algo me impeliu a vir aqui, como se fizesse parte da minha essência isso de lutar pelos outros. E é ainda mais especial lutar por você.

    Ela sorriu, olhando-o receosa. Ele, mais velho e mais alto, aproximou-se e deu um breve beijo, de olhos fechados. Ouviram então o urro do Orc Herói se soltando.

    - Elessar, eu...

    - Vá embora! Eu cuido dele! Volte para Payon! - tão logo disse ele, puxou uma flecha e colocou-a no arco, retesando a corda - Nos veremos novamente em breve, Ais!

    A garota fez que sim com a cabeça e se afastou. Fingiu que foi embora, mas continou ali, na Vila Orc, escondida, vendo aquela que seria a derradeira batalha de seu amado irmão adotivo em Rune-Midgard.

    Não muito longe dali, dentro do Calabouço Orc, um grupo estava em batalha. Estavam acampados no local há mais de um mês. Um Orc tinha roubado uma pedra Emperium ancestral e deixado-a com um Orc Zumbi dentro da caverna. Aquela pedra era o artefato que traria de volta a lendária Ordem do Dragão. E o clone, acreditando ser o Leafar verdadeiro, seguia a missão que a tal da valquíria Brünhilde tinha lhe passado: ia recuperar a pedra e reviver a guilda lendária. Espadachim, estava acompanhado de outros dois colegas de classe - Tarcon e Nekrunn - além de uma maga e uma noviça - Visolela e Miara.

    O que eles não sonhavam é que, das sombras, eram observados. Um par de olhos elfos os vigiava. Mãos poderosas nocauteavam rapidamente zumbis que poderiam atacar-lhes pelas costas. Determinado, disciplinado, Essny estava escondido, cuidando deles desde que chegaram. E ficou admirado quando a espada de Leafar dividiu um orc em dois. Seus olhos se arregalaram quando viu o espadachim revistar o corpo e puxar uma pedra gloriosa, dourada.

    - Encontramos! - falou ele, enquanto os demais comemoravam ao redor.

    E o elfo sorriu de canto de boca. Fora Hildr, a valquíria, quem escondera a pedra lá, como parte do plano para enganar Odin. Fez o garoto clone viver sua primeira aventura, tirando do Todo-Poderoso qualquer desconfiança sobre a noite de chuva sobrenatural que cobriu toda Geffen e arredores. E Essny sabia disso. Estava satisfeito. Finalmente voltariam para a luz do sol em definitivo.

    Deixou o grupo se afastar um pouco. Ia sair da caverna momentos depois. Conferiu seus equipamentos e puxou um pequeno broche do bolso. Encaixou-o no cinto e tocou-o.

    - Leo? - disse ele, mentalmente, comunicando-se com o Arquimago.

    - Reporte.

    - O P-3 encontrou o Emperium. Estão indo para Prontera. Vão reviver a Ordem do Dragão.

    - Muito bem. Parabéns por tê-los protegido.

    - Devo continuar com o projeto Anjo da Guarda?

    - Sim. Nada pode acontecer com o P-3 até ele fundar a guilda e cumprir a maldita missão de Odin. Sua prioridade continua sendo salvar a vida dele.

    - Entendido.

    Essny tirou o broche. Guardou-o no carrinho. Saía andando da caverna quando ouviu uma gritaria. Sem perder tempo, sacou o Mangual e o Broquel e correu. E viu dezenas de Espadachins, Gatunos, Noviços e Arqueiros correndo. Um Orc enorme e musculoso, acompanhado de arqueiros, se aproximava, com sangue no olhar. Era o MVP conhecido como "Senhor dos Orcs".

    Antes de qualquer reação do Mestre-Ferreiro, porém, aconteceu algo que ele não esperava, nem no mais distante de seus sonhos. Mas uma batalha em andamento tinha agora um novo palco. Um Caçador enfrentava sozinho o Orc Herói. Eram flechas voando enquanto ele corria para se esquivar da enorme espada. E a boca de Essny se abriu quando ele reconheceu o louro: Elessar.

    Um novo grito chamou a atenção do elfo. Notou que Leafar estava ajoelhado, protegendo com o próprio corpo uma mercadora desmaiada. Era uma questão de segundos até que o Senhor dos Orcs os alcançasse.

    O tempo pareceu parar. Do seu lado direito, Elessar Belmont, filho original de Leonard, caído, ferido e sozinho contra o Orc Herói. Do lado esquerdo, Leafar, clone do segundo filho do amigo, a poucos metros do destino fatídico - as botas metálicas do Senhor dos Orcs, que lhe esmagariam como a um inseto, em uma voadora armada. Essny sentia cada palpitar de seu coração. Tinha que pensar rápido. Precisava tomar uma decisão crucial.

    E tomou.

    Largou o mangual e correu. Sacou o Rondel e um pergaminho, que fez com que a arma ficasse em chamas. Berrou, sendo impulsionado pelo próprio carrinho. O elfo saltou no ar e bateu. A voadora do Senhor dos Orcs foi interrompida. O Rondel tinha sido cravado na sua jugular. Seu corpo pesado caiu no chão. Com a mão esquerda, Essny deu um murro no chão, tirando os sentidos dos Orcs Aqueiros que acompanhavam seu mestre. Com a direita, ergueu o carrinho, usando o Rondel como apoio, e bateu. Moedas explodiam no couro verde da criatura. Buracos foram se fazendo. Em poucos golpes, separou a cabeça do corpo do inimigo. Como era regra do mundo, definido pelos deuses, uma explosão de luz se fez acima de sua cabeça, com as letras M, V e P surgindo e sumindo.

    Voltou então o olhar para a outra luta. O Orc Herói segurava o Caçador pelo pescoço com uma das mãos, erguendo-o. A cabeça estava caída para o lado, indicando o ferimento fatal - o pescoço quebrado. O arco estava no chão, enquanto um bando de Orcs Azuis comemorava.

    Leafar mal agradeceu o Mestre-Ferreiro, puxando a mercadora dali, auxiliado por seu grupo. Essny olhou para o Orc Herói. A criatura, poderosa, viu a ameaça no musculoso elfo. Notou o Rondel embebido no sangue do companheiro morto e, sem pestanejar, bateu em retirada, de volta para a Vila Orc.

    Essny então aproximou-se do corpo do Caçador. Ajoelhou-se ao lado dele e segurou-o nos braços. Em silêncio, partiu dali.

    ***

    O barulho fez Margareth andar depressa. Leo estava sentado, bebendo chá. Alguém batia com selvageria em sua porta, dando chutes.

    - Posso abrir, querido?

    O Arquimago, entretido com a bebida, fez que sim. Estava pronto para revidar qualquer um que fosse tolo o suficiente para atacá-lo - e que fosse mais tolo ainda em atacá-lo em sua própria casa. Mas não estava preparado para a visão que o pegou. Quando Margareth abriu a porta, viram o Mestre-Ferreiro segurando o corpo do que parecia um Leafar mais velho, mas vestido como Caçador. O casal ficou sem reação.

    - O P-3 está salvo. Eu não sei como isso aconteceu. Não sei como exatamente ele foi parar lá. Mas este Caçador é quem vocês estão pensando. E ele foi morto em combate pelo Orc Herói. Pelo que ouvi, ele tinha ido salvar a irmã.

    Leonard tomou o corpo das mãos de Essny. Começou a respirar pesado, enquanto lágrimas caíam aos montes de seus olhos furiosos. Ele não chorava; as lágrimas apenas caíam, enquanto ele olhava na mais completa indignação para o corpo. Levantou a cabeça então e, a plenos pulmões, berrou blasfêmias e ofensas contra Odin e todo seu panteão. Usou xingamentos que fariam o mais sujo dos marinheiros sentir-se envergonhado. Xingou até perder a voz, apertando com força o corpo do primogênito falecido.

    Margareth, então, saiu correndo pela casa. Essny foi atrás dela, preocupado. A mulher foi até o quarto do casal. Para a surpresa do elfo, ela pegou a enorme cama por uma das laterais com apenas uma das mãos e ergueu-a, arremessando-a para o lado. Puxou o tapete e encontrou um alçapão.

    - Quem disse que matou meu filho, Essny? - falou, descontrolada, enquanto arrancava a porta até então oculta.

    - O Orc Herói, senhora Belmont.

    - Eu jurei que jamais vestiria essa roupa novamente. Desde o que aconteceu em Rachel, jurei que jamais empunharia estas armas novamente. Mas nem Odin em pessoa vai parar a minha vingança!

    Ao dizer isso, arremessou a porta do alçapão. Puxou uma armadura metálica linda, digna da mais poderosa das Ladys. Um conjunto de espadas de duas mãos estava ali, coberto por uma tampa de vidro. Margareth deu um murro, quebrando-a, e pegou uma das armas. Berrou com Essny para que ele a ajudasse, e sem contrariar, ele ajudou-a a vestir a armadura. Pegou uma poção avermelhada e bebeu, sentindo seu corpo se arrepiar. Os dois foram para a sala, onde Leonard estava ajoelhado, segurando o cadáver no colo. Margareth passou pelos dois e arrancou de cima da lareira um Elmo Angelical que estava em um suporte, com uma Barbatana e um Bevor.

    O abatido Arquimago olhou a esposa. Não conseguiu dizer nada. Apenas trocaram olhares de cumplicidade e solidariedade. Ela então chutou a porta, arrebentando-a. Desesperado, Essny seguiu a Belmont, que já tinha tomado à força o Peco Peco de alguém e corria para a Vila dos Orcs.

    E naquela tarde, quem estava na Vila Orc lembraria por anos da batalha entre a furiosa Lady desconhecida e o Orc Herói. Viram a mulher, descontrolada, atacar com violência o MVP. Quebrariam seus preconceitos de que apenas Cavaleiros com lanças e escudos conseguiam enfrentar essas feras. E viram a mulher, sozinha, rachar o crânio do monstro, com um golpe tão forte que sua espada só terminou a trajetória de ódio no solo, com a lâmina sendo despedaçada.

    Quando os dois voltaram para a casa de Geffen, seguiram até o laboratório secreto de Leonard. O Arquimago estava sentado, com o olhar frio de sempre. O corpo de Elessar estava em uma mortalha. Margareth segurava um Elmo de Orc Herói dividido ao meio. Arremessou-o contra o tubo, onde o Leafar original continuava em animação suspensa.

    - Eu quero o meu filho! Abre essa coisa!

    - Calma. - Arquimago mal se moveu.

    - Abre! Abre agora! Leafar! Leafar! Mamãe está aqui! Acorda, meu filho! Eu vou te proteger de Odin, de Loki, de todo o panteão! Acorda, filho!

    Completamente histérica, Margareth começou a bater no espesso vidro. Essny engoliu seco. Desesperada, a loura pegou um cano de ferro e bateu na direção do vidro. Foi bloqueada pela mão do Arquimago, que impediu-a.

    - Eu disse para se acalmar.

    - Tira o meu filho daí! Abre essa coisa!

    A Lady soltou o cano e puxou o punho para trás. Leonard reconheu na hora o Impacto de Tyr. Em uma fração de segundos, Margareth estava sendo arremessada para trás por um Trovão de Júpiter, voando contra a parede. Furiosa, ela correu. Agora foi uma Barreira de Fogo que bloqueou seu caminho. O calor não a fez recuar. Porém, uma incrivelmente rápida Rajada Congelante a tinha parado. E no segundo seguinte, era novamente eletrocutada por um Trovão de Júpiter. Ergueu-se com dificuldade, trêmula. Seu olhar encontrou o do marido.

    - Eu entendo sua dor. - disse ele - Entendo que está sofrendo de maneira tão plena que isso a fez vestir essa armadura novamente, por vingança. E sei que a morte do seu inimigo não lhe trouxe paz.

    - Não, Leo! Eu quero o meu filho!

    Margareth se levantou e mesmo fraca tentou bater no tubo. Dessa vez, porém, recebeu um tapa forte na cara. Caiu sentada, vendo na sua frente a mão do marido, olhando sério para ela.

    - Eu não terminei de falar. Não me interrompa. - disse isso e pegou a esposa pelo colarinho, erguendo-a.

    Essny, que convivia já há muito tempo com os humanos, sentiu compaixão. Ensaiou impedir que Leonard fizesse algo com a mulher, mas o olhar do Arquimago foi fulminante. O elfo limitou-se a abaixar a cabeça e entender que não devia se envolver em assuntos tão íntimos de família.

    - Se você abrir esse tubo antes da hora, o Leafar vai morrer. Não é só quebrar, limpar ele e "bom dia!". E mesmo que fosse simples assim, ele não pode despertar. Se surgirem dois Leafar, além de um querer matar o outro, Odin vai descobrir a farsa. Nunca mais teremos um filho novamente. Isso se continuarmos vivos. Você está me entendendo, Margareth?

    A adrenalina no corpo da loura diminuiu radicalmente. Balançou sua cabeça negativamente, com o rosto se entregando à dor. Beijou a mão que lhe deu o tapa e abraçou forte o Arquimago. Começou a repetir incessantemente "desculpe" enquanto chorava. Leo, ao mesmo tempo, olhou para o elfo.

    - Descubra por quê Elessar foi parar ali. Alguém vai pagar por isso. Muito caro, por sinal.

    ***

    Alguns dias depois, o silêncio era mortal na sala de jantar da casa dos Belmont. Margareth estava sentada, olhando apreensiva para o marido. Essny estava de cabeça baixa. Leonard olhava indignado para o amigo.

    - Diga mais uma vez, Essny. Por favor.

    - Claro. Elessar foi salvar a Aislinn, que foi capturada para ser oferenda de um ritual dos orcs. A garota tinha uma dessas conjunções astrais, data de nascimento certa, sangue certo e um monte de outras coisas certas que a tornavam o sacrifício perfeito para trazer de volta à vida um MVP chamado "Heroína Orc".

    - Hippies do inferno. Eu ODEIO hippies e suas rodas suspeitas de cantoria. - o Arquimago deu um murro na mesa.

    - Calma, querido.

    - "Calma"? Quer dizer, eles têm uma filha que é um objeto perfeito de sacrifício, são Sacerdotes e não fazem NADA para proteger ela? E deixam ela ficar saltitando alegremente nos campos pra fazer piquenique? Sozinha? Filhos da Pupa!

    Ficaram quietos enquanto Leonard xingava em línguas que eles mal sabiam que existiam. Cada um absorvia aquilo de maneira diferente. Ventava forte em Geffen. As janelas batiam com força, dando alguma vida à sala com aquelas três pessoas imóveis. Por fim, o Arquimago olhou para o Mestre-Ferreiro.

    - Essa Aislinn. Onde ela está?

    - Está em Prontera. Não conseguiu voltar para Payon e está mendigando comida pelas ruas, usando uma Máscara Feliz.

    - Eu vou matá-la. - o Arquimago disse e engoliu o resto de sua bebida em apenas um gole, frio.

    Margareth e Essny ficaram quietos. Leonard olhou para eles. Não recebeu olhares de desaprovação. Aquilo parecia dar algum conforto para eles, por mais cruel que parecesse. Mas o elfo se levantou.

    - Deixe isso comigo. Se você fizer isso, Leo, podemos colocar tudo a perder. Prontera é vigiada por Odin. Se você matar a garota, dias depois de ter acolhido de maneira suspeita o Caçador que está enterrado no túmulo da sua família... e ainda sendo ela a mesma garota que o Caçador foi salvar... bem, eu ficaria desconfiado.

    - Não quero envolvê-lo em vingança pessoal, leal amigo.

    - E é justamente por lealdade que eu irei fazer isso, Leo.

    Com um silêncio pesadíssimo, o elfo se levantou. Vestiu a Máscara de Solda e colocou os Chifres Majestosos que estavam pendurados na parede. Voltou-se para o casal.

    - Não há milagre que faça essa Aislinn Cerridwen sobreviver. Eu voltarei com a cabeça dela em uma bandeja, para que você a despache para os pais dela e eles entendam sua dor.

    Essny teria matado Aislinn. Ele saiu de Geffen com essa determinação. Elfo, dificilmente se emocionava. Sua lealdade estava com Leonard e Margareth Belmont. E a companhia do poderoso Arquimago o ajudaria a tirar de seus ombros o peso da vergonha de quinhentos anos atrás, quando não ingressou na Ordem do Dragão original e apenas assistiu a morte de toda a guilda, na lendária batalha ao lado de Prontera.

    Realmente, Essny teria matado Aislinn de todas as maneiras possíveis, quantas fossem as vezes necessárias. Mas o elfo estava chocado. Das mesmas sombras de onde protegia o clone de Leafar, olhou-o ajoelhado em um pequeno lago místico, com a loura do seu lado, de mãos dadas. Estavam vestidos com roupas simples, rodeados por dezenas de pessoas. E perdeu totalmente o poder de fazer qualquer coisa quando as palavras, ditas com propriedade pela noviça ruiva que celebrava aquele conhecido ritual, chegaram a seus ouvidos.

    - ... e eu os declaro marido e mulher.

    *****************

    No próximo capítulo:


     

    Ir para o próximo capítulo (penúltimo) - VI 

    Leafar



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    Arquivado sob:,,,
  • 08-15-2008 4:23 Em resposta à

    • São Muel
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    • Nos 40 graus na sombra de Teresina - PI
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    Re:RagnaTale: Leo - V

    Primeirão a comentar!
    O espírito que não dorme invoca a força dos dez insones!!!UM!!UM!!!ONZE!!

    Primeiro um comentário que eu não fiz em tempo hábil, mas não quer dizer que eu não o tenha pensado na hora. Se o lançamento deste capítulo também é um indício de que os problemas pessoais do Niori amenizaram ou resolveram-se, eu fico feliz. Caso não, força! Eu sou um dos muitos que se empatizaram com o cara, conhecendo aos poucos a pessoa por trás das artes, e que torce pra que tudo termine bem. Um barra-é-onze pro Skyjack também, pela bela capa.

    Como antecipado, capítulo forte, de fato. O pobre elfo largado no meio de uma decisão difícil a ser tomada em segundos. Enquanto eu ia lendo eu me imaginei naquela cena. A atitude do Essny era até previsível, mas eu lá no lugar dele não sei o que teria feito.

    Será que a Margareth pode entrar em Frenesi?
    Será que teria dado ***** se ela tivesse de fato entrado, e depois voltado pra casa ainda sob esse efeito?

    E o Leonard continua previsível e difícil de entender ao mesmo tempo. Ele definitivamente perdeu o controle nesse capítulo. Extrapolou os limites e atacou a própria mulher. E depois não tinha perdido coisa nenhuma, tava usando a razão o tempo inteiro. O cara é ****....

    No conjunto, mais um belo capítulo. E o humor tá muito legal também. Planeta Clarim, Luiza Lane e Pedro Parker foi o fim da picada. Pra fazer essa imagem de criminoso-terrorista-assassino-traficante-comedor de criancinhas do Leafar, imagino que o redator chefe seja o Perry Jameson...Risada

    *compondo o novo sambinha pra floodar lá no GdT... /mal*
     

    Agora enchendo o saco no RagnaTales.com.br

    E quem sabe este noob aqui não volte no Renewal... ^^
  • 08-15-2008 10:36 Em resposta à

    • Drannor
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    • Onde isso se encaixa mesmo?
    • Membro

    Re:RagnaTale: Leo - V

    Que honra, segundo a comentar um capitulo(um dia ainda serei o primeiro).

     Cara, demais esse capitulo! Sem palavras, Leo deve ser a melhor de suas fics (morroc saga foi bom, mas Leo barrou).

    Indiscritivel como me senti vendo as lutas desse capitulo.

     

    E melhoras Niore(ainda não havia dito isso)!
     

    Drannor
    back on lag u.u

    http://sites.levelupgames.com.br/FORUM/RAGNAROK/forums/p/375645/3530506.aspx#3530506
    Desventuras em Ragnarok, atualizado toda 2° feira. Capitulos semanais e sem atraso. Leia, ria e deleite-se!
    (esperando autorização pra voltar a postar, atrasado so um ano)
  • 08-15-2008 14:15 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Leo - V

    3º a postar!!

    Leafar fico boa de mais!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Tanto a capa do chev qnt o texto em si.

    Como disse o Muel a parte de decidir entre OH e OL pra ve quem salva foi de mais!!(ainda preferi a Margareth wonando o OH)

    Melhoras pro NIORI(de novo xD)

     

    Ps:Quando vamos ver o Leafar com a nova armadura em uma fic??(para quem não sabe ele pinto a armadura de dourado in game,fico muito show!!!)



  • 08-15-2008 14:47 Em resposta à

    • Prada
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      Masculino
    • Membro desde 05-18-2008
    • Rio de Janeiro
    • Membro

    Re:RagnaTale: Leo - V

     Nossa... Sinceramente sem palavras, LEO está demais!!!

     Seguindo com o brilhantismo de sempre, melhorando mais e mais o que já estava perfeito!

    Que história, que enredo, que espírito!  Muito bom mesmo, honestamente!

    Agora aquela parte de Essny escolher entre o P-3 ou o Elessar foi... Indescritível, passando diversos pensamentos durante sua leitura.. Vivenciando aquele momento, tentando entender como será que ele se sentiu ao ver o que sua escolha acarretara, tentando saber se ele pensou se seria diferente se escolhesse o contrário. 

    O que também foi marcante foi a ira da Margareth, a parte de dizer que: "Quebrariam seus preconceitos de que apenas Cavaleiros com lanças e escudos conseguiam enfrentar essas feras. E viram a mulher, sozinha, rachar o crânio do monstro, com um golpe tão forte que sua espada só terminou a trajetória de ódio no solo, com a lâmina sendo despedaçada." Foi realmente a que mais me interessou também! Show demais.

    A parte final... O casamento que impediu uma "injustiça" com lógica, foi muito legal.

    A parte do humor continua ótimo, o Leo mesmo estando sério diz coisas que são engraçadas. 

    PS.: U,U Tá famoso hein, Leafar Dragão Dourado saindo no jornal!

    PS2.: Espero que tudo melhore pro Niori, que fique tudo bem!


    A Máquina Assassina? Eu não sou uma Máquina... Uma Máquina não tem um Coração! Não Ouse olhar nos meus Olhos... Não preciso que Você sinta Pena de Mim! hmph...
  • 08-15-2008 18:28 Em resposta à

    • Pdrk
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    • Membro desde 03-23-2007
    • Entre o inferno e a tempestade.
    • Membro

    Re:RagnaTale: Leo - V

    Apesar de gostar muito do Niori como amigo e artista (não, o desenho que ele fez e eu uso como sign não influiu nisso), admito que a capa feita pelo Chev ficou incrível.

    Foi um capítulo excelente, cheio de emoção e reviravoltas (pra não mencionar os xingamentos... esse "filhos da pupa" é ótimo...). Altos dilemas morais também incluídos. Agora é só esperar pelo capítulo 6. E já que ficamos um bom tempo sem capítulos, Leafar, nós esperemos que saia em, no máximo, 10 dias. *prepara o ancinho e a multidão enfurecida*

    MOVE ON, MY BOY!!!

    .Pdrk.

    The fire of life!!!



    http://sites.levelupgames.com.br/Forum/perfectworld/forums/t/304051.aspx?PageIndex=1
  • 08-15-2008 18:53 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Leo - V

    A multidão dexa comigo

    O seu 003 vc tem tempo de pintar a por** dessa armadura mais nun tem tempo pra fazer esse cap???Aproveita que agora são 3 abilidosas pessoas pra fazerem as imagens(leonhart,chev e a otra me desculpe + esqueci u nome xD) quero GdT!!(queru ve a Morrigane morrer!!!!!)



  • 08-15-2008 19:53 Em resposta à

    • Pdrk
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    Re:RagnaTale: Leo - V

    E quando foi dito que ela morreria, Maizena?

    The fire of life!!!



    http://sites.levelupgames.com.br/Forum/perfectworld/forums/t/304051.aspx?PageIndex=1
  • 08-15-2008 20:35 Em resposta à

    • Kyrie
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    Re:RagnaTale: Leo - V

    E essa Fic foi traga até você pelo jormal Multi-dimensional!

    Luiza Lane e Pedro Parker foi lolavel...



    Semi-Inativo! qualquer coisa PM!.
  • 08-16-2008 10:29 Em resposta à

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    Re:RagnaTale: Leo - V

    Nossa... Ri MUITO da "Filhos da Pupa!", meu irmão teve até que me parar aqui, já que eu tava começando a ficar roxo. É uma piada velha, mas que ficou muito legal naquela hora. Me fez lembrar de algumas coisas que aconteceram comigo que envolviam essa piada. Risada

    Mas como sempre, outro capítulo ótimo, e eu gostei especialmente deste. Não sei porque, mas esse capítulo foi especial.

    Como todos já disseram, mesmo sabendo que o Essny ia salvar o clone, deu pra sentir na pele a dúvida corroendo o elfo na hora. E a tensão na casa do Leonard, a briga dele com a Margareth, também são trechos que passam a sensação de estar lá. Dá pra sentir ódio e tristeza pela morte de Elessar, e querer fazer algo para não deixar Leonard matar sua esposa, querer ajudar a pobrezinha.

    Parabéns de novo Leafar. E parabéns ao Skyjack também.

    ***

    E diz pro Niori que estamos ansiosos pelo retorno triunfal dele, e de suas belas obras. Sinal de Ok 


    Finalmente consegui! Troquei de nome!
  • 08-17-2008 8:22 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Leo - V

    Pdrk:

    E quando foi dito que ela morreria, Maizena?

     

    Eu acho que morreu porque o mordomo(eu acho q foi ele) aviso pro Leafar quando ele tava vestindo o set da Morrigane pra ele toma cuidado para não ter o mesmo destino dela.Pelo o que eu intendi eu acho que ou ela morreu ou se fud** bastante.



  • 08-18-2008 18:44 Em resposta à

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    Re:RagnaTale: Leo - V

     Agora acho que tenho tanto medo da mãe do Leafar quanto do pai, não queria estar na pele do Essny.

     Mais um capítulo fantástico, a história realmente está mais intensa a cada capítulo, mas uma coisa não posso deixar passar.

    Quer dizer que assim como o destino dos Belmont é derrotar o Drácula, o da Aislinn era matar entrar no caminho dos filhos do Leonard?

     Leafar, ainda tem alguém vigiando aquele túmulo? Pensando

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