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RagnaTale: Ruína

Última mensagem 11-25-2009 0:59 de Leafar. 254 respostas.
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  • 10-02-2008 15:11 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Ruína

    Pdrk:
    Kerd, a gente precisa conversar.
    Vão discutir a relação? Risada
    sobre a fic
    Poxa, gente, dá um desconto pro cara. Tem tanta fic legal pra ver aqui no forum... Cantar
    Errr... mas eu postei semana passada... Final? Final de que??? É que... mais ou menos... vocês podem abaixar as armas, por favor? ^_~' [/gota]
  • 10-02-2008 16:42 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Ruína

    SeRaoS:
    Pdrk:
    Kerd, a gente precisa conversar.
    Vão discutir a relação? Risada
    sobre a fic
    Poxa, gente, dá um desconto pro cara. Tem tanta fic legal pra ver aqui no forum... Cantar
    Errr... mas eu postei semana passada... Final? Final de que??? É que... mais ou menos... vocês podem abaixar as armas, por favor? ^_~' [/gota]

     

    Ele tem razão!!

    Todos vão flodar de forma ameaçadora(sem abaixar as armas) na fic do Seraos!!!



  • 10-02-2008 19:31 Em resposta à

    • Leafar
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    RagnaTale: Ruína

    RagnaTale: Ruína

    Roteiro e texto: Rafael de Agostini Ferreira
    Arte: Eliza Milk
    Logo: Leonardo "LeonheART"

    ***

    Essa história acontece na seguinte linha cronológica:

    Leo
    >>> Ruína <<<
    Hora Zero

    ***

    Capítulo 1
    - A Detentora do Poder Sagrado

    ***

    Setembro de 2006

    - ... e livrai-nos do mal, amém.

    A mulher ergueu-se. A longa capa azulada, até então repousando no chão da Catedral de Prontera, acompanhou seu movimento, abraçando suas costas e pernas. A espada e o escudo foram empunhados e, com leveza, começou sua caminhada para fora da construção. O sol reluziu em sua armadura, mas não ofuscou o brilho da própria aura azulada da Paladina conhecida como Jô Mungandr.

    - Milady! Milady! - berrava uma garota que corria em sua direção.

    - Acalme-se. - Jô parou ela por um dos ombros e levantou sua cabeça pelo queixo - Respire fundo e diminua a euforia. Não sei que mal a afligiu, mas se não tiver forças para me explicar o que houve, será impossível ajudá-la.

    A garota sentiu-se aliviada com as palavras. Fez como lhe fora instruído e voltou a respiração ao normal. Beijou a mão da Paladina e abaixou a cabeça.

    - O Rei a aguarda. Diz ter um assunto da mais extrema importância e deseja lhe falar.

    A loura agradeceu. Passou a mão na testa da garota, sussurrando uma bênção e caminhou pela bonita calçada de pedra da capital. Passava e, a cada metro, recebia sorrisos e cumprimentos dos aventureiros. Jô era, sem sombra de dúvidas, uma das maiores heroínas de Rune-Midgard.

    ***

    O salão real estava em silêncio. O Rei Tristan dedilhava nervosamente o braço de seu trono. Notou a Paladina, que aproximou-se e ajoelhou diante dele.

    - Vivo para servi-lo, meu Rei e meu senhor. Diga qual a tua vontade que eu a farei se cumprir.

    O Rei agradeceu e fez um movimento de mão para que ela se levantasse. Olhou para os guardas, que trancaram a porta dupla do salão. Olhou então a mulher no fundo dos olhos.

    - Hrymm se foi. - disse ele, com a voz entristecida.

    - Para onde, meu rei?

    - É o que eu gostaria de saber. Apenas sei que ele renunciou ao cargo. Seus aposentos estão vazios e ele partiu levando tudo, incluindo seus itens divinos. Tem idéia do que se passou com ele e onde ele pode ter ido?

    - Não sou apta a julgar meus semelhantes, Majestade. Mas se me permite especular, creio que ele esteja em uma busca pessoal por poder. E alguém como ele é independente demais para ser barrado.

    - Eu entendo, minha fiel Jô. E ainda tenho mais uma notícia triste.

    A Paladina abaixou a cabeça, assentindo. O Rei engoliu seco. Bebeu um gole do líquido em sua taça, oferecida por um servo com uma bandeja, ao lado de seu trono. Olhou a mulher novamente.

    - Roubaram um pingente antigo do Tesouro Real. Gostaria muito que você o recuperasse.

    - Apenas me diga qual o pingente que sumiu que eu irei atrás dele, meu Rei.

    - Foi um tesouro da antiga capital, Glast Heim. Trata-se de um pingente de Naglfar.

    Jô tremeu. A simples menção do nome fez uma lágrima emocionada escorrer de seus olhos. Nagflar, o de coração puro e forte. Herói que marcou uma Era. O Paladino que usava armadura dourada, e que em seu Peco Peco, com proteções da mesma coloração, venceu sozinho o Bafomé Primordial. A serviço do Rei Tristan I, liderou exércitos de maneira esplêndida, até a ocasião de sua morte. E foi por sua causa que Jô tornou-se uma Paladina. Seguiu seu exemplo de esperança e de fé, e hoje era a heroína da nova capital, servindo ao Rei Tristan III.

    - Eu juro pela minha vida que irei recuperar a peça que me pede, majestade.

    Determinada, levantou-se. Pediu licença e, segurando forte a espada, se retirou, deixando um agoniado Rei Tristan para trás.

    ***

    - Eu quero o Mjolnir. Não vou continuar essa conversa sob outros termos.

    A figura, nas sombras, ouviu com atenção a exigência do Mestre-Ferreiro. Os cabelos azuis, espetados, combinavam com aquela expressão determinada e firme do ex-armeiro oficial do Rei Tristan.

    - Entenda que o que lhe ofereço - disse a figura misteriosa - é mais que um artefato. Não estou convocando pessoas para que elas sejam simplesmente "fortes". Eu estou dando a cada um de vocês a chance de se tornarem soberanos.

    - Como deuses?

    - Sim, Hrymm. Como deuses.

    Os lábios do Mestre-Ferreiro sorriram involuntariamente. Nada tiraria aquele sorriso de seu rosto. Ele provaria de uma vez por todas que era o verdadeiro Deus do Trovão.

    ***

    O sol estava firme em Geffen. Jô passava e abençoava as pessoas que não paravam de cumprimentá-la e acenar. Não gostava muito da adulação que tinha, mas sabia que isso era importante para dar paz à população. Notada por todos, foi até a saída oeste. Parou para conferir uma anotação.

    - Pesquisando o paradeiro do pingente roubado, Paladina?

    A voz não a fez virar. Limitou-se a sorrir.

    - Eu não vou perguntar como você sabe isso. Afinal, se não soubesse, não seria você.

    - De fato.

    O Arquimago louro passou por ela, com o cabelo preso num rabo-de-cavalo. Ele parou ao lado dela, olhando para a imensa ponte que ligava a cidade da magia ao campo depois do rio.

    - Permite que eu a acompanhe até Glast Heim?

    - E por que Leonard Belmont, alto membro do Conselho de Magia de Geffen, quer ir comigo para lá?

    - Não imagine que a acho inapta de ir sozinha. Mas eu também tenho interesse em ver algo na antiga capital. Além disso, dois amigos me aguardam lá. Talvez pudéssemos ir todos juntos.

    - Minha investigação é...

    - Confidencial, eu sei. - o Arquimago começou a andar - Mas se o que investigamos for o mesmo assunto, nossas informações podem se complementar.

    Sem muita opção, Jô aceitou. Leonard Belmont não era do tipo que fazia jogos ou usava meias palavras. Cumpria sua missão, apesar de raramente compartilhar do que realmente se tratava. Além disso, era um dos homens mais poderosos do reino. Sua reputação o precedia.

    Caminharam pelos campos, enfrentando desde simples Kobolds até Petites Voadores. Não tiveram muito trabalho, e logo na entrada de Glast Heim viram uma Suma Sacerdotisa e um Mestre-Ferreiro.

    - Esta é Hellenia. - disse ele, apresentando a morena - O elfo você já conhece.

    - Saudações, Christian. - a loura fez um breve aceno.

    O elfo apenas meneou levemente a cabeça. Jô viu ele lutando uma vez contra um criminoso auto-denominado "Justiça Infinita" - não por acaso, clone do filho de Leonard. Pareceu um grupo consistente aquele.

    - Vamos para o túmulo de Nagflar. Jô pode nos guiar pelo caminho mais rápido.

    A menção do nome do Paladino fez a loura se arrepiar por inteiro. Seus olhos ainda ficaram marejados com isso. Não se lembrava quando começou a ouvir elas. Talvez tenha sido no seu berço, ou mesmo na barriga de sua mãe. Mas cresceu ouvindo as histórias dos feitos de um dos primeiros heróis dos reinos. Amava tudo que Nagflar tinha feito ou falado. E era uma Paladina, defensora da vida, pura e simplesmente por causa dele.

    Saindo de seu momentâneo transe, ela guiou o pequeno grupo. Passaram pelo cemitério e pelas costas da abadia. Cruzaram os muros internos e, ao noroeste da cavalaria, chegaram a um túmulo esquecido pelo tempo. Uma belíssima espada estava cravada nele, enfeitando o que seria sua tampa.

    Jô ficou de joelhos e murmurou uma oração. Leonard olhou para os amigos, esperando a garota terminar sua obrigação religiosa e pessoal com seu ídolo. Por fim, passou por ela, parando ao lado da espada.

    - Esta é uma Balmung. - disse o louro - Apenas dois tipos de pessoa estão autorizadas a utilizá-la: Guardiões de Midgard ou aventureiros que tenham sido honrados pelos deuses em alguma ocasião especial. No caso, esta era a de Naglfar, a única pessoa que pôde usar uma por tempo indeterminado. Ela funciona como um selo, para que seu túmulo jamais seja aberto por nenhuma pessoa.

    - E por que a espada está quebrada? - Christian limitou-se a ficar de braços cruzados, olhando a lâmina.

    - Quebrada? - Jô levantou-se na mesma hora e olhou. Não via nada de errado. Seu olhar buscou o do elfo de cabelo verde, precisando de alguma explicação.

    - Já forjei muitas armas, moça. Apesar de não fazer mais isso, sou capaz de reparar elas. E meu conhecimento de forja não foi perdido. Essa espada está quebrada. E não emana mais mágica nenhuma. Tente pegar ela para ver.

    Descrente, Jô levou a mão até a empunhadura. Ficou perplexa quando a lâmina se quebrou logo depois do final da guarda, restando apenas um toco.

    - O túmulo foi aberto. - Leonard falou, virando-se para Hellenia - Abra um portal para Prontera.

    - Sim senhor.

    A Paladina, segurando o toco da Balmung, foi até a frente de Leonard, boquiaberta.

    - Você não vai abrir o túmulo para olhar? Como pode ter tanta certeza assim?

    - Ora, Paladina. Se eu tentasse abrir o túmulo, eu tenho certeza que você sacaria heroicamente sua espada e escudo, entraria em alguma pose de combate bonita e diria algo como "eu jamais permitirei que vocês profanem o descanso de Nagflar!". Estou errado?

    - N-não... - ela ruborizou na hora.

    Mas como eu pareço ter certeza sobre isso, você está curiosa e quer ver, não é?

    Jô concordou. Notou então Hellenia suspirando e dando alguns zeny para Christian. Viu que a Paladina percebeu e explicou.

    - É que o Leonard falou que ia fazer isso e que a sua reação ia ser exatamente essa. O Christian falou que duvidava e eu apostei com ele. E perdi.

    Com um sorriso vitorioso, o Mestre-Ferreiro passou pelas duas mulheres. Com os braços musculosos, ergueu a tampa de pedra sem fazer cerimônia, apoiando-a do lado do túmulo. E com exceção de Leonard, ficaram surpresos com a ausência do corpo.

    - Eu... eu preciso reportar ao rei sobre isso imediatamente! - disse ela.

    Hellenia abriu um portal do lado da Paladina, tão logo ela terminou de falar. Ela agradeceu. Ensaiou dizer algo, mas Leonard espalmou a mão.

    - Não perca seu tempo e o nosso tentando explicar o que ainda não sabe. Fique tranquila. Nós voltaremos a nos falar.

    A Paladina desapareceu na coluna de luz azul. Leonard então se ajoelhou, analisando de perto a tampa de pedra.

    - E se ela não estivesse tão esbaforida, coitada, teria notado isso.

    - Isso o quê? - Hellenia se aproximou para olhar também.

    - Que a espada cumpriu seu papel. Ninguém abriu o túmulo porque de fora isso seria impossível. Mas a magia dela não previu o fato de alguém tentar abrir ele de dentro para fora.

    A Suma Sacerdotisa ficou chocada. Leonard se levantou, anotando coisas em um bloco de papel.

    - Christian, conserte esse túmulo e essa espada. Eu acho que estou fazendo uma imagem do plano maior que está acontecendo aqui.

    ***

    - Como ele pôde fazer isso comigo? COMIGO?

    O Arquimago andava indignado por Payon. Balançava os cabelos morenos nervosamente. Estava andando há dias desde que fora expulso da Escola de Magia de Geffen por Leonard Belmont. As palavras "Você é inapto. Vá embora" ecoavam em sua mente.

    Cansado, parou na frente da entrada da caverna. Seus olhos brilhavam de maneira psicótica.

    - Eu... sou o maior Arquimago da era atual. E eu posso provar. Ele está errado. TODOS ELES ESTÃO ERRADOS!

    E soltou então uma gargalhada insana. Chamou a atenção dos iniciantes, curiosos com aquele homem estranho rindo sozinho. Ele, por sua vez, entrou na escuridão da caverna. Um espadachim e uma mercadora batiam juntos em um Bongun. Mas não terminaram, pois o Arquimago disparou um Trovão de Júpiter, eletrocutando a criatura.

    - Isso chama-se "ks", idiota.

    A voz fez o homem virar. Era um Ferreiro louro, que segurava dois manguais enquanto uma bonita Alquimista morena amarrava a própria bota.

    - Não ousem me atrapalhar! Eu vou concluir o meu treinamento, igual o poderoso Zephyrus!

    - Está louco? - o Ferreiro olhou furioso para o Arquimago.

    - Vou destruir todos os mortos-vivos dessa caverna e conseguir alcançar a Verdade Absoluta!

    - Querido, - disse a morena, levantando-se - acho que ele está copiando o incidente daquele grupo do Roan.

    - Sei. Está imitando o Bruxo louco.

    "Louco"? O adjetivo deixou o Arquimago irritado. Suas mãos ficaram envoltas em chamas no mesmo instante. Não admitiria mais ser classificado dessa maneira. Esboçou atacar o casal, mas levou um murro na boca, dado pela mulher.

    - Quem vocês pensam que são para contrariar o poderoso Mestre Arcano Hatii II? - berrou ele, limpando o sangue da boca.

    - Poderoso quem? - a mulher deu outro murro no homem, fazendo-o cair sentado.

    - Nós somos Algus e Myria Rasen. E não gostamos de gente como você por aqui. - o Ferreiro pisou no peito dele - Esse é um lugar para iniciantes ou para gente que vem caçar a Flor do Luar.

    - Ele deve estar aqui porque é incapaz de treinar em outros lugares, Algus.

    Agora o chamavam de incapaz. Hatii não ia tolerar mais essa ofensa. Em sua mente, em uma fração de segundos, tinha queimado o casal vivo enquanto ria e dançava em seus cadáveres. Mas a realidade era diferente. Quando ameaçou invocar sua lentíssima Chuva de Meteoros, apanhou tanto no rosto que tinha dificuldades em ficar com os olhos abertos. Apenas ouvia sons e conversas distantes, sentindo a grama macia do exterior da caverna.

    - Nunca mais volte aqui. - ouviu a voz do homem dizer - Da próxima vez você vai aprender a conjurar magias sem os dentes.

    ***

    - ... e é por isso que lhes afirmo com a maior precisão, senhoras e senhores: os Homúnculos vão revolucionar nossa vida de combates.

    O salão nobre, em Juno, explodiu em palmas. Dezenas de perguntas eram feitas ao mesmo tempo. Flashs disparavam sem fim na direção do Criador ruivo. Ele sorria, deliciando-se com cada momento. Para Fjalar, aquele era um momento de glória. Membro do corpo acadêmico da Universidade de Juno, era o primeiro homem a anunciar publicamente os estudos sobre a forma de vida artificial conhecida como "homúnculos", que seria um precioso reforço para os Alquimistas e Criadores.

    - Eu responderei suas perguntas aos poucos! Um de cada vez, por favor! - disse ele, sentando-se enquanto seus assessores organizavam os curiosos.

    E uma Suma Sacerdotisa levantou-se. Ajeitou o cabelo por trás das orelhas de elfa e passou pela porta do salão. Aquela gritaria e alvoroço a incomodavam demais. Sempre curiosa, natural de sua raça, foi até Juno para ouvir aquele anúncio que prometia ser inesquecível. Mas era algo apenas para Alquimistas. Não era de seu interesse.

    Distraída, saiu da enorme universidade, na nada modesta cidade voadora, e prendeu sua atenção em um grupo posando para fotos. Uma Caçadora organizava uma fila para que crianças subissem nas montarias de dois Templários, enquanto uma Sacerdotisa ruiva brigava com algumas pessoas. Apertou os olhos ao reconhecer o brasão rubro-dourado com as monogramas "OD".

    - Ordem do Dragão. - disse, espontaneamente.

    - Exatamente, senhorita. - a Caçadora pensou que a Suma Sacerdotisa falava com ela - Estamos angariando fundos para os desabrigados do tsunami em Comodo. Gostaria de colaborar com a causa?

    - Oi? - a Suma Sacerdotisa olhou então para a Caçadora loura, com duas tranças, uma caída em cada ombro.

    - As fotos com os Templários saem por dez zeny cada. As histórias infantis com a Sacerdotisa saem por cinco zeny apenas.

    A ruiva começou a reparar melhor então. Viu que os Templários pareciam felizes em exibir os brasões. Eles colocavam crianças em Peco Pecos e tomavam o cuidado de abraçá-las e exibir a monograma. A Sacerdotisa, por outro lado, discutia simultaneamente com quatro pessoas, enquanto as crianças dormiam ao redor, esperando algo acontecer. No fundo, uma Mercadora cuidava do que parecia ser o caixa daquela "ação social", enquanto um bardo deitado dedilhava melodias aleatórias em um bandolim, mais preocupado em olhar para as coxas dela. Do lado dele, uma Sacerdotisa loura, de voz ligeiramente grossa, escondia o cigarro quando alguém lhe pedia uma foto. Parecia se emocionar fácil com o que lhe falavam e ficava dando palpites nas roupas e costumes dos demais, mesmo que não lhe perguntassem.

    A Suma Sacerdotisa estava chocada. A Caçadora então cutucou-a.

    - Qual seu nome? - disse ela, com uma caneta e uma prancheta.

    - Bonnie.

    - E sobrenome?

    - Heart. Aliás... sabe algo sobre algum Argus?

    A loura olhou a lista do começo ao fim. Olhou frustrada para a ruiva.

    - Ninguém com esse nome passou aqui. Desculpe.

    Com um sorriso, Bonnie agradeceu. Estava separada do irmão desde os cinco anos de idade. Era hábito perguntar por ele sempre que encontrasse alguém que lidasse com nomes e listas.

    - Ei... - cutucou então a loura - Pra quê quer saber meu nome?

    - Bom, o seu lugar na fila é o de número cento e doze. Você deve ser chamada daqui a vinte minutos.

    - Fila do quê?

    - Pra tirar foto com os Templários.

    - Eu não quero tirar foto com vocês.

    - Mas todos querem tirar uma foto conosco! E você vai colaborar na compra de alimentos e roupas para as vítimas do tsunami!

    Bonnie franziu o cenho. Não gostou nada daquilo. Não era essa a imagem que tinha daquela guilda. Apesar de viver a maior parte do tempo em Al De Baran e odiar jornais e revistas, já tinha ouvido falar da tal força de paz que servia ao Rei Tristan III. Mas aquilo, com aquelas pessoas exalando preguiça, sem armas prontas para lutar, deixou-a profundamente frustrada. Começou a tentar lembrar de um nome que sempre ouvia acompanhando as notícias sobre a Ordem do Dragão.

    - Era com L... como era mesmo? Lafaer... Lafear... Lafera... Lifare... Leafar! Isso! Cadê o Leafar? Ele não é o chefe de vocês? Um Cavaleiro, ou algo assim.

    Por um momento o grupo ficou em silêncio. Alguns abaixaram a cabeça. Outros fingiram que não ouviram. Mas a menção do nome dele os perturbou em diferentes níveis.

    - Ele não é nosso chefe. - disse a Caçadora - O clone dele é que era, mas nós o matamos. Eu sou a líder agora.

    - Clone? Mataram? Você é a chefe?

    - Sim.

    A ruiva apontou então para algo ao longe, fazendo uma cara de surpresa.

    - Ali! Não é ele ali?

    Na mesma hora, todos viraram para olhar. Apertaram os olhos mas não viram nada. Quando se voltaram, notaram Bonnie já longe, voltando para dentro do prédio.

    - Odin me livre! - falou sozinha, balançando a cabeça negativamente - Se a minha vida depender de gente hippie assim, tô é ***! Oxalá me guarde que eu sei me defender e não vivo na capital!

    De volta ao salão, Bonnie reparou em um alvoroço maior do que quando saiu. Viu uma moça alta, bonita, de cabelo escuro longo e liso, óculos finos, segurando um bloco de notas. Do seu lado, um rapaz de porte mediano e ágil, de cabelo castanho médio, com uma máquina fotográfica.

    - Dê um zoom no rosto dele, Pedro. - disse ela, orgulhosa - Quero ver sua reação à próxima pergunta.

    - A minha será a mesma de sempre, Luisa! - Pedro piscou sorridente.

    - Sempre engraçadinho, senhor Parker. - ela aumentou o volume da voz então - Tenho uma última pergunta, senhor Fjalar.

    - A rodada de perguntas já terminou, senhorita Lane.

    - Mas a minha é curta e rápida. E o povo de Rachel que lê o Planeta Clarim quer saber: é verdade que o senhor usou cobaias humanas para suas experiências com os homúnculos?

    O salão ficou em silêncio. A jornalista então buscou uma folha do seu bloco de notas.

    - Aqui diz que sua família morreu tragicamente em uma invasão de monstros em Rune-Midgard há alguns anos. E há menos tempo os corpos de seus familiares desapareceram. O senhor não prestou queixa e sumiu com...

    - Calem essa mulher. - disse ele, tremendo.

    - ... o senhor sumiu - Luisa continuou falando firme enquanto Pedro olhava com cara sarcástica para um soldado que tentou se aproximar - com todas as suas anotações sobre a Pedra Filosofal. E seu maior interesse com o advento dos homúnculos seria encontrar um modo de fazer sua família reviver com eles.

    - Eu não sei do que é que você está fal...

    - Um de seus assistentes recentes desapareceu há pouco tempo. A guarda real não encontrou nenhum vestígio do corpo dele, mas ele tem uma tatuagem peculiar nas costas. Será que o senhor se importaria de nos mostrar as costas desse homúnculo aí no palco?

    O salão ficou tenso. Se pudessem ver mais de perto, notariam uma gota de suor escorrendo da testa de Fjalar.

    ***

    Ir para o capítulo 2 

    Leafar



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  • 10-02-2008 19:43 Em resposta à

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    Re:RagnaTale: Ruína

    FMA ali!!! *aponta*

    Ordem dos Dragões Hippies tb é comedia (Leonard não Odiava Hippies? *Barulho de cena de Suspense*)



    Semi-Inativo! qualquer coisa PM!.
  • 10-02-2008 20:08 Em resposta à

    • Fizban
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    Re:RagnaTale: Ruína

    Bom Demais!

    Rindo muito aqui com as cenas da família do Cal e da Bonnie.

    Isso pra não mencionar as referências. Parabéns Rafael e Eliza.

  • 10-02-2008 20:10 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Ruína

    MUITO BOM como sempre!!!!!!!!!!!!!!!!

    Quero mais capítulos!!

    Ps: so nun faço os quotes como sempre pq to atrasado pra WoE xD



  • 10-02-2008 22:04 Em resposta à

    • Maximine
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    Re:RagnaTale: Ruína

     iha!

     

    *-*

    amei amei *-*

    odiei a arte! ò.ó
    quem fez???

    ...

    oh god... fui eu!
    T__T
    desculpa o estrago xDDDD

    kkkkkkkkkkk

    muito bom o texto rafa *-*

    weee

    prbs *____*

     

    *pensando como alguém abriria um tumulo pelo lado de dentro....*

     

     

    bjs

     

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    .Milkita. (priest 91)
  • 10-03-2008 0:10 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Ruína

     Rafa, mandou muito bem novamente! Parabéns!



    Guia do Sniper Critical - 95% concluído - falta só um vídeo, mas a parte escrita estará disponível em breve, na tela mais próxima.
  • 10-03-2008 0:17 Em resposta à

    • Zero Dozer
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    Re:RagnaTale: Ruína

    NUSSA!!!!!!!

    Você fez os pais do Cal SURRAREM o Hatii II!!!!!!!!!!! Adorei a cena!

    E cara, as primeiras cenas da Jô Mungandr e do Fjalar........

    Sem mencionar que você tá desenterrando fantasmas do passado com essa fic........

    PS: Breve Chuva foi apagada junto com os posts velhos. Eu poderia saber se você tem uma cópia dessa fic pra postar de novo? Eu li pela primeira vez e me impressionei. Se não tivesse sido apagada, eu teria usado essa fic como base pra conversa entre Johan e Leonard......

    Estou sem PC, mas não sem atividade.
    Quem pensava que eu quitei, pode esquecer.



    OT recruta membros roleplayers. Quem se alista?
  • 10-03-2008 1:17 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Ruína

    oia *_*

     consegui ler o capitulo no dia do lançamento *-*

     parabens pela fic Rafa!^^ capitulo divertido e que ja nos adianta que a Ruina realmente mostrara todos os grandes heróis e vilões de Midgard, escrita impecavel e história divertidissima!

    Aguardando ansiosamente pelo capitulo dois *-*

    Abraços^^

    Aióros, um cavaleiro em busca da verdade sobre seu passado e que tenta salvar o mundo!
  • 10-03-2008 8:09 Em resposta à

    • Kerdied
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    Re:RagnaTale: Ruína

    Fic bem escrito, como sempre, parabéns, Lê.

     

    FUI HACKEADO, INVADIRAM MINHA CONTA E ALTERARAM MINHA SENHA E E-MAIL! SE RECEBER MENSAGENS DESTA CONTA, É PORQUE ELA ESTÁ EM POSSE DE ESTRANHOS!

    LUG, POR FAVOR, ME AJUDE!
  • 10-03-2008 9:05 Em resposta à

    • Drannor
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    • Onde isso se encaixa mesmo?
    • Membro

    Re:RagnaTale: Ruína

    Muito boa Leafar! Não sei se falo por todos os que floodam suas fics, mas lembre-se, se floodamos aqui, e por que ta muito bom(eu particularmente floodo por que as vezes e divertido).

    @Eliza

     Preferi essa capa a capa do prologo.

    Continuem ambos com o otimo trabalho.  

    Drannor
    back on lag u.u

    http://sites.levelupgames.com.br/FORUM/RAGNAROK/forums/p/375645/3530506.aspx#3530506
    Desventuras em Ragnarok, atualizado toda 2° feira. Capitulos semanais e sem atraso. Leia, ria e deleite-se!
    (esperando autorização pra voltar a postar, atrasado so um ano)
  • 10-03-2008 15:54 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Ruína

    Gostei muito da capa!!!

    E a historia tá ótima como sempre! Fiquei com pena do pobre coitado ali que apanhou horrores. xD

  • 10-03-2008 16:15 Em resposta à

    Re:RagnaTale: Ruína

     

    BonnieHeart:
    Fiquei com pena do pobre coitado ali que apanhou horrores. xD

    Pois eu acho que ele deveria era ter apanhado MAIS. Risada

    Rafa, muito boa a estória! Chegou ali no finalzinho muito rápido, deu um gostinho de "quero mais" e você vai e tira a mamadeira da criançada. Maldade isso. E estou ancioso para ver como o Jestr ingressou na Ruína. Vocês podem achar loucura, mas sou fã do cara. Risada

  • 10-03-2008 17:56 Em resposta à

    • Zero Dozer
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    Re:RagnaTale: Ruína

    SeRaoS:
    estou ancioso para ver como o Jestr ingressou na Ruína. Vocês podem achar loucura, mas sou fã do cara. Risada
     

    Eu também quero conhecer o homem por trás da lenda mais insana dos Gatunos.

    Estou sem PC, mas não sem atividade.
    Quem pensava que eu quitei, pode esquecer.



    OT recruta membros roleplayers. Quem se alista?
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