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O último vôo dos dragões

Última mensagem 09-23-2007 19:00 de Kyrie. 10 respostas.
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  • 09-19-2007 4:05

    • Leafar
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    O último vôo dos dragões

    Olho ao redor. A funcionária Kafra treme de medo, sentada, encostada em uma árvore. A noite está incrivelmente bonita; feia é a situação.

    Miara e Valkirie estão desesperada, exauridas, curando Gewitter e Nekrunn. Raasckar olha na direção de Morroc, desconsolado em sua solidão. Percebo James ajeitando bandagens no braço de Niita, enquanto o novato Kaizen segura firme suas pistolas, olhando tudo assustado.

    O choro da Kafra me chama a atenção. Um aprendiz morreu no colo de Kamui, enquanto as pequenas Bujunga e Cyära rezam por ele. Meu deus... são duas crianças! Será que Fei e Sailor, ali sentados, um dia terão a oportunidade de ter seus filhos? E Bonnie Heart? Seus amigos estavam todos mortos – assim como os de Moon. Noto Rinoa arrepiada de medo – provavelmente de lembranças de seu povo elfo em uma guerra similar. Fenix e Kyrie ouvem Nekrunn lhes passar forças. Annette está brincando nervosamente com o vestido, tentando se distrair. Lone procura a esposa, enquanto ouço os gemidos de dor e sofrimento dos milhares de feridos ao redor. Crystal, Éorien e Ender tentam ajudar como podem. Castor, Aelita e Polux tentam minimizar o sofrimento de uma criança, ao lado do cadáver da mãe. Vejo o bardo Mizue tentando consertar o bandolim. Míriël mostra o pavor no olhar. Mesmo Sarah, sempre inabalável, segura o arco com firmeza, procurando paz no aperto.

    Estão todos no limite.

    Viro-me para a incendiada Prontera. Quantas vezes fui arremessado para fora da cidade, com a violência dos golpes? Perdi a conta. Sinto um puxão na minha capa. É a Kafra.

    - Vai ficar tudo bem, não vai?

    Não gosto de mentir. Não vai ficar “tudo bem”. Vai doer. Provavelmente vamos morrer. Mas... se morrer lutando é ficar bem...

    - Sim – digo – Vai ficar tudo bem.

    O vento me obriga a olhar para o “lago” – uma pequena poça d’água que chamamos de “Lago das Valquírias”, por ter sido onde o último Cavaleiro do Dragão da Era passada morreu.

    - Vamos para o lago – falei intuitivamente. Todos ficaram em silêncio. Não repeti e andei.

    Ouço os passos; estão me seguindo. A brisa nos acompanha, tirando o cheiro de morte por alguns minutos. Como sempre faço, paro no meio da água. As pessoas se acomodam ao redor. Ficam todos me olhando. Eu preciso dizer alguma coisa. Começo tirado meu elmo.

    - Amigos... aliados... bravos companheiros de batalha. Cada um de nós aqui é uma pessoa única, lutadora e especial. Cada um de vocês enfrentou revezes e problemas que, de um modo ou de outro, superaram. Todos vocês são vencedores. Sempre foram.

    Eles abaixaram a cabeça. Estanquei a ferida. Estão se lembrando de quem são. Isso é bom.

    - Essa não é a primeira vez que enfrentamos algo maior que nós. Não é a primeira vez que nossa força parece falhar. E é isso que nos torna o que nós somos: livres.

    Sorriem. Que bom. Vi alguns deles apertarem os cabos das armas, determinados.

    - Se vocês acreditam que a vida vale a pena, se acreditam que o poder que possuem, em qualquer grau que seja, é o suficiente, é a hora de usar ele em sua força máxima, seja ela qual for.

    Não consigo segurar as lágrimas. Mas vou manter a expressão firme. Chega de choradeira. Temos uma luta para vencer.

    - Cada um de vocês aqui, nasceu lutando. Cada um lutou para sair das entranhas de suas mães, e se hoje tivermos que morrer, que seja como nascemos... que seja lutando!

    Recoloco o elmo, com a mão trêmula. Não tem ninguém que não esteja lacrimejando junto comigo. Respiro fundo. Eu fui sacerdote antes de ser Lorde. Lembro um trechinho de duas orações que gosto muito.

    - Mil tombarão à sua direita... e dez mil tombarão à sua esquerda... mas mesmo que andemos pelo vale da sombra da morte, nada temeremos!

    Ninguém percebeu que misturei elas. Ouvi alguns “amém” e “que assim seja”. Olho para Prontera, ao longe. Pego um pouco da água do nosso lago sagrado e bebo. Temos uma batalha para lutar.

    - Nenhuma criatura, monstro ou demônio vai nos tirar o que somos; SOMOS LIVRES! LOKI VAI TOMBAR HOJE!!!! Que Prontera torne-se cinzas, e que o sangue lave o lugar! Mas hoje é o dia em que nos provamos ser livres!!

    As sacerdotisas tomam a frente. Gozado... nenhum homem sacerdote. Vejo quão importantes são as mulheres em nosso grupo. Recebemos suas bênçãos. Nossos corpos enchem-se de força. Seguro firme minha Katzbalger.

    - Temos uma última caminhada a fazer, amigos, e a faremos com honra! Prontera é nossa, de mais ninguém! PELA VIDA! AVANTE, AMIGOS! AVANTE, DRAGÕES!!

    Não sei que sentimento está me possuindo. Mas tudo que eu faço é correr. E sinto o chão tremer. Não tem terremoto, nem nada. São meus amigos atrás de mim – dezenas deles. Não vou lutar sozinho. Vamos juntos, até o fim.

    Passo pelo portal oeste de Prontera. O clone de Seyren estava nos esperando. Nada de bons modos; ativo o Frenesi, e o mundo fica sem som pra mim. Está tudo rubro. Arrebento o desgraçado com minha espada. O Frenesi me deixa muito mais forte – e rápido. Meus amigos não têm velocidade para me acompanhar. Deixa, vou na frente. Um Bafomé de joelhos, quase subjugado. Passo e bato com força, separando a cabeça monstruosa do resto do corpo. Pulo os restos da muralha interna. Ali costumava ser a loja de utilidades – agora é apenas entulho.

    Ali! No monumento das mãos! É Loki! Noto a aura maligna dele. Escuto sua gargalhada insana. Ele está de costas pra mim. Em quanto tempo alcanço ele? Dez segundos? Menos. Eu corro mais rápido que isso, mesmo com essa armadura.

    Avanço. Minha espada brilha em dourado – duas vezes, por causa da Lâmina de Aura e da Dedicação. Vai ser tudo rápido, tudo fácil. Cravo a espada na nuca dele e pronto. Faltam só alguns passos. Adeus.

    O que é esse barulho de metal familiar no chão de pedra? É a minha espada. A Katzbalger caiu. Mas eu não soltei ela... não mesmo. Tanto que minha mão está ali com ela, junto com braço direito inteiro. A dor é tão grande que o lado direito do meu corpo está dormente. Loki me olha por cima do ombro. Está vestido como um algoz. O desgraçado me chuta no peito e se vira para continuar encarando a destruição do castelo de Prontera. Meu deus... o castelo! Está demolido! Mas dane-se. Ainda tenho um braço. Arranco a espada do aperto da minha mão direita. Gozado... agora entendo porque minha técnica se chama “Rapidez de Duas Mãos” – não consigo utilizar o aprendizado apenas com uma. Cecil, outra clone, fura minha perna esquerda com uma rajada de flechas. Howard, o Mestre-Ferreiro, também quis brincar, e quebra minha perna, esmagando meus ossos do joelho para baixo.

    Bati as costas em algo. Acho que é o monumento das mãos. Meu elmo finalmente cai da minha cabeça. Loki está me olhando por cima do ombro de novo. Voltou a olhar para o castelo. Que engraçado... é o primeiro inimigo que me ignora. Estou muito mal acostumado a ouvir meus inimigos berrarem meu nome com fúria ou desespero. Loki me ignorou. Os clones também deixam de me dar atenção. Não tenho um braço, e é uma questão de segundos até eu morrer. Mas não vou morrer parado. Me jogo para a frente. A dor na perna destruída é indescritível. Com a perna boa, tomo meu último impulso. Bato em Loki, mas a droga da espada só resvala nele. Fico caído no chão, de frente. Ele nem se moveu. Está entretido com a queda do castelo de Prontera.

    Finalmente ele está me olhando. Com o pé, me vira de frente. Perdi sangue demais. Eu vou morrer.

    - Destruí seu mundo. Vocês perderam, Leafar.

    Sorrio. Ele me chamou pelo nome. Isso prova que nós incomodamos ele. Loki está certo. Ele venceu. Mas ele sabe meu nome. Ele sabe que nós lutamos. Sabe que não foi só chegar e dominar.

    Com a mão que ainda tenho, mostro meu dedo médio para Loki. Começo a rir... ou tento. Não sinto mais nada. Não sei se estou rindo. Apenas vejo a bota dele esmagando os ossos sob meu peito. Está ficando tudo escuro. Meu corpo está dormente. Uma voz divina ecoa na minha mente: “Vocês não perecerão, aventureiros. Agora é a minha vez. Descansem. Descansem...”

    Não sinto mais nada.


     

    Leafar



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  • 09-19-2007 8:37 Em resposta à

    Re:O último vôo dos dragões

    Maravilhoso o relato. *_*

    Adorei e me arrepiei a cada linha...

    Fico tão puto de não poder ter participado desse evento. =/

  • 09-19-2007 9:27 Em resposta à

    Re:O último vôo dos dragões

    Muito boa, embora eu já tenha enjoado dragões.

    Com carinho, Gon Freaks.
  • 09-19-2007 11:41 Em resposta à

    • larionik
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    • salvador BA
    • Membro

    Re:O último vôo dos dragões

    Nossa Leafar, eu quase chorei com isso, muito bom velho...

     Muito bom mesmo viu, nossa parabens pelo relato, foi tão vivo.... tão real...

     

    Mais Odim chega e os outros apareceram ^^

  • 09-19-2007 12:27 Em resposta à

    • Zeldz
    • Não graduados
      Feminino
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    Re:O último vôo dos dragões

    Triste, e bastante realista quanto aos acontecimentos. Somente quem participou saberá o quanto foi difícil ver as cidades invadidas.

    Naquele momento não havia diferença entre um Lorde ou um Kina, aprendiz ou 99, foi uma batalha sangrenta, que nos prova mais uma vez que unidos sempre venceremos. Unidos pelo mesmo ideal, pelo mesmo servidor, pelo mesmo respeito que queremos para nós, dedicarmos e praticarmos esse afeto e essa amizade para todos que se achegarem a nós na procura de um lugar para se fortalecer.

    Para vocês que estão curtindo o relato de Leafar, lembre-se sempre que sozinho, não conseguiremos nada. Faça amigos, não trapaceie.Vergonha Não faça com os outros, o que certamente você não acetaria que fosse feito com você.

    O que mais incomoda, mais que ver as cidades invadidas num evento lindo, programado e histórico, é os oferecimentos de boot e trade hacker nas cidades. Respeite o próximo. Let's Rok.Sinal de Ok

    Leafar, parabéns! mantenha esse espírito!...



    ~HATOR~ - Suma 9x/5x
    Zeldz - Mestra 8x/5x
    *Pucca - SinX 8x/5x
    .Bonnie. - Sniper 8x/5x
    G i g i - Stalker 8x/5x
    ~XeNa~ - Kina 9x/5x
    @Odin
  • 09-19-2007 14:09 Em resposta à

    • |Mac|
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    Re:O último vôo dos dragões

    Nossa!

     

    Mandou muito bem!

    Sem palavras aqui....

    ...lendo os relatos chega a dar um nó na garganta

     

    Parabéns Leafar!!!

  • 09-19-2007 18:23 Em resposta à

    Re:O último vôo dos dragões

    Meus olhos se encheram de lágrimas, de novo.

     

    Durante o evento praticamente todo eu não fui a Marcela, jogadora de Ragnarok Online, eu fui a Sarah Locky, integrante da Ordem do Dragão. Eu não me lembro de pensar "Aff, que lag maldito!" ou "Affe! Mó chato esse eventooo, dá pra matar nada, pow =/", o meu único pensamento era "Eu preciso voltar pra cidade, o ataque ainda não acabou" ou "Droga! Porque o meu dano é tão insiginificante?! Eu preciso fazer mais."
    Em poucos momentos eu me senti tão envolvida numa história e numa personagem quanto eu me senti ontem, foi fantástico. Quando eu soube que o Leafar tinha tombado, entrei em real desespero. Eu fiquei desesperadamente tentando alcançá-lo, simplesmente tinha que ir até ele. "Será que vai dar tempo?! Eu preciso chegar, eu PRECISO.". Ignorei todos os bichos que estavam no meu caminho, minha mente era quase maquinal e repetia sempre a mesma mensagem: Eu preciso encontrá-lo.

     

    Quando eu vi o Leafar morto não pensei "Eita, olha o sprite do Leafar morto! lol", eu levei um choque e entrei em desespero. Talvez o fato de toda essa história sobre mortes ser muito complicada pra mim tenha influenciado, mas naqueles momentos eu fui a Sarah. A Sarah que via a pessoa que ela mais amava no mundo morta, sem poder fazer nada. A Sarah que ignorava tudo e todos ao seu redor porque nada mais importava. A Sarah que se deixou morrer ridiculamente por não ter mais forças pra ficar de pé.

     

    E eu chorei. Chorei enquanto digitava cada ação e sentia meu peito apertar de angústia. Chorei como estou chorando agora ao lembrar de cada detalhe. Algumas pessoas podem pensar "Affe, meu! É só um jogo, dã."... mas pra mim não é. É uma realidade digital onde eu me projetei através de uma personagem e, a partir dela, vivo aventuras paralelas. Eu sinto o que ela sente e ela faz o que eu faria, ela sou eu - em algum grau.

     

    Em termos de jogo, foi um dos melhores RPs que eu já fiz. Em termos emocionais, foi um dos sentimentos mais intensos que já senti.

    Enfim, inesquecível. E esse relato só faz torná-lo mais especial.

     

    Como sempre, perfeito em cada palavra, Rafa. Amei!

     

    Beijos!

     

  • 09-19-2007 19:04 Em resposta à

    Re:O último vôo dos dragões

    Realmente muito bom!
    A narrativa ali em cima superou até o da "Hora Zero". Ontem, quando tentava descrever as ações do Ender, eu não sabia se lia o que estava acontecendo ou se escrevia, hehehh. Deu uma certa aflição nos últimos minutos, pois todo mundo foi morrendo rápido (e eu pensei que iria ocorrer um DC geral) e meu char lá fora, ainda meio inerte tentando entender tudo aquilo. Ele pensava algo como: "Meu Deus! Não pode acabar assim... não tão rápido... nem deu pra despedir dos que me eram importantes..." No fim, ele entrou na cidade.
    Bom, só quero colocar uma observação:

    > "As sacerdotisas tomam a frente. Gozado... nenhum homem sacerdote." (O Ender É sacerdote! E eles estava lá curando e abençoando ^^... Depois que li essa parte, imaginei o Ender de cinta-liga parecendo uma B_e_eba xD).

    Abraço, Rafa!

    Ender

  • 09-20-2007 18:35 Em resposta à

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    Re:O último vôo dos dragões

     Puxa... Leafar, está de parabéns. Sempre fui fã de histórias que envolvem amizades, lutas e conquistas (ainda que nesse caso isso não tenha ocorrido), e gostei bastante da Fic.

    Agora é só fazer uma mostrando o ressurgimento da Ordem em Odin. Sinal de Ok

    Raijen 

    Raijen
    Ex-Moderador Fórum bRO

    Contato in game: #Crono#, Slynker, Raijen, Uórson e Meo San Tin
  • 09-23-2007 18:17 Em resposta à

    • NetRunner
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    • Uma vez Rúnico, Rúnico eterno...
    • Membro

    Re:O último vôo dos dragões

    Bom, Rafa.. jah falei no msn o qto eu gostei desse fic que vc postou (tanto que foi dele que veio a minha inspiraçao para enxergar tudo sob a otica do Fei, no post lah na taverna). Aquele RP foi muito legal mesmo - apesar do final ruim /heh - e reuniu MUITA gente (muitos dos quais nao tinha noticia desde que havia deixado o bRO) o que me deixou super feliz ^^

     Parabens pelo fic e pelo comando do povo no dia da destruiçao... queira ou nao, vc foi um baita agitador do povo RPlayer do bRO para que aquilo acontecesse! (conseguiu ateh influenciar pessoas, como eu e a Sailor, que nao queriamos mais colocar o peh no bRO) Risada
     



    Em: Guerreiros Rúnicos - Histórias Inacabadas@Fanfic
  • 09-23-2007 19:00 Em resposta à

    • Kyrie
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    Re:O último vôo dos dragões

    Leafar:


    As sacerdotisas tomam a frente. Gozado... nenhum homem sacerdote. Vejo quão importantes são as mulheres em nosso grupo. Recebemos suas bênçãos.

     

    Depois dessa vou passar meu noviçinho pra Monk FS XD

    Enfim... Foi fantastico o evento... cada golpe que meu novicinho levava era uma dor em meu coração (e no dedo com F9+enter sendo batido freneticamente)...

    o interessante é ver que por mais que as pessoas sejam separadas por seus egoismos, eles ainda se unem para escapar de um destino mortal...

    Vi isso em pessoa quando estava junto com uma multidaão na Kafra direita que não consegua fugir dos 9 MVPs entulhados que estavam se atacando bem em cima do Respawn, então que eu sugeri que todos nos relogassemos juntos para que alguns fugissem... Funcionou bem até, pena que eles não voltaram pra ajudar quem não conseguia fugir =/

    Enfim, quando a OD voltar as operações estarei encaixando meu sumo e a historia dele junto...

    Ancioso... 



    Semi-Inativo! qualquer coisa PM!.
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