Nome: Nidhogg (u.u)
Autor(es): Eu e eu =)
Parte Um : Jormund
Capítulo Um : Missões.
Deserto Sograt - Perto de Morroc
(moc_fild10)
O vento suave soprava o deserto Sograt, levantando a areia dourada, brilhante na luz do sol.
Ali, na sombra de uma pequena pirâmede uma figura sombria observava o movimento da areia. Quando a poeira finalmente atingiu o ponto onde ela estava, a figura simplismente cobriu o rosto com o ombro, enquanto olhava atentamente a areia brilhante.
De repente ele sorriu, e disse em voz alta:
-Guile, ai está você. Estava começando a me assustar com tanto atraso!
Surgindo do meio do nada, um mercenário se materializou na frente dele. Tinha um ar indignado.
-Como? Como você me viu? Passei os últimos três meses aperfeiçoando essa técnica!
-Garoto, não importa o quão perfeita fique sua invisibilidade, se você ainda deicha o chão marcado de pegadas.
-Oh! Então foi assim! Bom, não importa, eu tenho que converçar com você. Você recebeu outra missão Ryuu. Uma das grandes.
Ryuu suspirou, enquanto pesava em sua mente o efeito que aquela converça poderia ter. Missões nunca eram agradáveis.
-Chikusho! Guile, isso é injusto. Eu acabei de voltar de uma missão, mal tive tempo de aproveitar minha casa e...
-Ryuu. Só você na guilda pode fazer essa. Por favor, você vai me escutar?
-Hai, acho que é meu destino mesmo.
Se alguém estivesse olhando para eles nessa hora, provavelmente ficaria surpreso ao ver os dois mercenários caminhando até a parede da pirâmedi. E mais surpreso ainda ao ve-los desaparecendo ao chegar na base dela.
Uma hora depois, os dois voltaram a surgir na frente da pirâmedi. Ryuu estava bem mais sério do que antes.
-Então Ryuu, tenha ânimo. Um dia isso vai acabar.
-É, talvez. Quando eu morrer vocês não vão me importunar tanto assim, eu acho.
-Você está sendo irracional. Talvez essa seja a última vez que nos vemos. Se lhe alegrar de algum modo, eu prometo que treinarei até que nem você possa me achar.
Ryuu sorriu da tentativa do amigo, e balançou a cabeça.
-Itterasshai Guile.
-Pare com essa mania, deicha as pessoas doidas de raiva.
Ajeitando o óculos na cara, Ryuu riu de novo.
-Talvez, mas me alegra um pouco. Adeus.
E voltou para sua pirâmedi.
Arredores de Prontera
(prt_fild02)
Garb se escondeu na sombra da árvore, enquanto olhava ao redor. A mata parecia tranqüila, mas ele sabia que seu adversário poderia estar por ali.
"Se ao menos eu tivesse tido tempo de por uma armadilha, não estaria tão..."
Seus pensamentos foram interrompidos por um grito selvagem de vitória, que vinha de trás dele:
-ACHEI VOCÊ, HAHÁAAAAAAAAAAAAAA!
De dentro de uma moita, saltou um garoto, de mais ou menos quinze anos, com um florete numa mão e um broquél na outra. Garb se virou rápidamente, esquivando da espada por pouco, enquanto sacava a sua própia espada.
-Lento demais garoto, lento demais!
Sem o escudo para atrapalhar, Garb era mais rápido que o garoto, e, definitivamente, tinha mais talento. Após desviar de mais um golpe, ele girou sua Haedonggum no pescoço do alvo. O menino esquivou com perfeição, mas não conseguiu ler o movimento seguinte: Só viu a espada sumindo ao passar pelo homem, e então ela estava chegando na sua virília.
A dois centimetros de matar o menino, Garb parou a estocada, sorrindo.
-Nell, você precisa praticar muito. É a oitava vez que eu lhe mato hoje!
Nell ficou indignado com a ofensa, pois também merecia algum crédito.
-É, mas eu também já lhe matei cinco vezes! E você não me ensinou aquela técnica que tinha prometido!
O menino tentou fazer uma Crux Divinun, mas acabou soltando a espada que se cravou a um palmo de um aterrorizado Lunático, que saiu correndo. Garb riu.
-Garoto, essa técnica não é só velocidade, falta em você a experiência! Não tente se igualar com um templário enquanto é um mero espadachim! Um dia, vai entender oque eu estou falando.
Nell girou os ólhos, e por fim disse:
-Bem, já que eu morri, é minha vez de ter desvantagem. Um, dois, três, quatro...
A contagem prometia ser longa, mas nessa hora o rosto do templário ficou tenso. Ele parecia estar ouvindo uma voz distante.
Nell olhou, curioso, para seu mestre.
-Algo errado?
-Sim. O Rei quer falar comigo, algo tem que estar errado. Vamos garoto, ele me deu só meia hora para chegar lá, e eu não vou entrar no palácio sujo do jeito que estou.
Os dois então rumaram em direção a Prontera.
Castelo de Prontera
(Prt_castle)
Quando Garb entrou, um homem coberto por uma capa negra estava do lado do trono, cochichando no ouvido do Rei. Ao notar o templário, o homem se afastou, se ocultando nas sombras. A expressão do Rei estava tensa.
-Senhor, recebi uma ordem sua para me apresentar...
-Tudo bem soldado, não temos muito tempo para a formalidade. - então o Rei olhou novamente para o homem sombrio - Se oque me diz for realmente verdade, é terrível, um perigo incrível, que ninguém imaginava. Muito obrigado mesmo. Seu homem já esta posisionado?
A figura encapuzada assentiu com a cabeça, oque pareceu aliviar o Rei.
-Ótimo, eu vou posisionar o meu. Caso algo novo aconteça, venha me avisar, por favor!
O homem encapuzado novamente assentiu, e começou a andar em direção a saida. No momento exato que a luz ia tocar seu rosto, ele sumiu no meio de um passo, chocando Garb. O Rei suspirou e apertou a cabeça com as duas mãos, óbviamente pensando muito noque deveria fazer. Garb ficou constrangido.
-Senhor, se o senhor quiser, eu posso voltar numa outra hora.
Tristan sorriu, erguendo o rosto.
-Não soldado, eu já acabei de planejar. Quero que me ouça com atenção. Você está sendo designado para uma missão muito, muito importante mesmo. É missão de nível máximo eu diria, o destino do mundo depende de você conseguir ou não fazer a sua parte. Acha que consegue?
Garb ficou calado por algum tempo. Ele queria aceitar aquela missão, era a primeira missão perigosa que recebia a mais de vinte anos, uma aventura no nível daquelas que ele tinha tido quando era jóvem e inocente. Mas agora ele tinha Nell para criar...
O Rei pareceu ler o seu pensamento, ou talvez tenha sido ajudado pelo fato de o garoto estar esperando de pé na porta da sala:
-Pode levar seu aprendiz com você, ele poderá ser útil.
Garb sorriu, sentindo uma sensação leve e prazerosa de ver as coisas indo pelo caminho certo.
-Sim, Senhor, eu aceito a missão, senhor!
Tristan assentiu, e então respirou fundo.
-É bom o garoto entrar e ouvir também. Vocês precisam saber noque estão se metendo. Vou começar do começo. Aquele homem era o lider da guilda de Mercenários de Morroc...
Oásis dos Garunoss - Noroeste de Morroc
(Moc_ruins)
Ryuu estava sentado no alto da primeira pedra da pirâmedi aonde ficava a guilda dos Gatunos. Olhou ao redor, vendo um pequeno grupo de cinco rapazes se armando para entrar na pirâmedi. Sorriu, se lembrando de uma época em que fora tão entusiasta quanto eles.
Uma luz surgiu atrás dele, e ele se virou, vendo uma bela Sacerdotiza de cabelos azuis e curtos, trajando uma veste roxa, surgindo do meio da luz. Ele sorriu.
-Ótimo, somente cinco minutos atrasada. Ao menos eu vejo que vocês tem organização.
A sacerdotiza olhou ao redor, como se esperasse ver mais alguém por ali. Não tinha mais ninguém.
-Só você conseguiu entender o código? - ela estava estupefata.
-Claro, não era tão fácil assim! "Aonde a sombra dos primeiros atinge a altura de seus pés.". Fico me perguntando quem bolou isso.
A sacerdotiza suspirou, enquanto olhava para o mercenário.
-Você sabe doque se trata? Quer uma explicação?
-Iie, não precisa não. Só me aponte oque eu devo fazer.
-Bem, já que só você entendeu o código, imagino que você é um dos melhores dessa área. Eu, Bel Estar, lhe dou o título de décimo segundo membro dos Ragnarokers. Bem vindo, senhor...?
-Cyfer. Ryuu Cyfer.
Capítulo Dois : Viajens
Deserto Sograt - Sudeste de Morroc
(moc_fild11) 14 : 20
A luz azul começou a baixar ao redor das duas figuras encapuzadas. Diminuindo de tom a cada segundo, por fim a luz revelou um mercenário e uma sacerdotisa. Ryuu e Bel.
Ryuu olhou ao redor, sorrindo, observando a paiságem do lugar. Eles estavam sobre uma pequena ilha, no meio de um lago de tamanho razoável, numa reentrancia que, como Ryuu bem sabia, ficava no alto de uma pequena montanha a sudeste de Morroc. A ilhazinha tinha algumas árvores, pedras e ruínas, como era comum naquela parte do deserto, e uma pequena duna.
Ryuu olhou para Bel, em dúvida.
-Vai fazer um teste comigo? Achava que estavamos indo ao seu esconderijo. Ou melhor, ao nosso esconderijo!
Bel sorriu, olhando a paisagem assim como ele. Então começou a mecher em alguma coisa na bolsa. Por fim, retirou de lá dois colares pequenos e vermelhos. Entregou um para Ryuu.
-Essa é a chave do esconderijo, Sr. Cyfer.
Ryuu olhou para o pingente do colar, e sorriu. Nunca tinha visto aquele simbolo, mas imediatamente notou doque se tratava: Um pentagrama negro, com um olho vermelho e pequeno preso em cada ponta. No meio, dois olhos que brilhavam como fogo encaravam o mundo com uma fúria assustadora. Ele colocou o colar, enquanto via a sacerdotiza quebrar e jogar fora o crucifixo que ela utilizava antes. Ergueu o símbolo e disse:
-Nunca vi isso antes, mas essa é a insígnia de Morroc? Digo, DO Morroc?
Bel acenou a cabeça, fazendo que não. Suspirou, e disse:
-Você tem que ouvir toda a história da boca do líder, Cyfer. Vamos lá para dentro, eu vou te explicar.
-Hai.
A sacerdotiza levantou uma sobrancelha, olhando para ele.
-Que?
-Nada, nada! - Ryuu estava rindo, vendo que Guile estava certo. As pessoas se irritavam com aquilo, por algum motivo - "Hai", quer dizer "Sim", de onde venho.
-... certo, como eu estava dizendo, vamos ver o líder!
Bel avançou até o meio das ruínas. Ergueu o olhar pelas bordas da montanha, para se certificar que ninguém estava vendo aquilo. Então, suspirou e tocou com as duas mãos no símbolo. Um pentagrama vermelho surgiu no chão, e começou a brilhar, com mais e mais intensidade. De repente a luz sumiu, e Ryuu notou que no chão havia um buraco, onde uma escada conduzia para dentro da terra. Balançou a cabeza, começando a entrar na escada.
-Ikuze!
A sacerdotiza soltou um chiado, mostrando claramente oque achava daquela mania.
Arredores de Prontera - Portão Sul de Prontera
(prt_fild08) 14 : 25
Garb se abaixou, evitanto a estocada do garoto, e em seguida saltou de lado, para evitar de ser cortado pela metade. O menino ficou louco da vida. Se estivesse perdendo daquela forma, normalmente, ainda aguentaria. Mas o mestre dele estava, claramente, com a mente em outro lugar. Os olhos dele estavam opácos, enquanto ele pensava em algo importante.
Nell sorriu, resolvendo que era hora de usar sua nova habilidade. Afastou bem o braço que segurava o escudo, mantendo-o adiante do corpo. Abrindo rápidamente a guarda, girando o braço do escudo para mante-lo na horizontal, o menino passou com a espada rápidamente. Mas isso não era tudo. Ele fez um complicado giro com o corpo, rodando o sabre ao redor de si, enquanto passava o braço com o broquél por cima da cabeça. Dessa forma, embora ele girasse 360º, o escudo continuou apontado para Garb. O menino terminou com um corte vindo de baixo para cima, que quase acertou o templário.
De repente, Garb pareceu voltar a vida, e deu um giro para o lado, para evitar o golpe. Continuando o giro com mais velocidade, levantou o pé direito, mandando-o com força para o lado da barriga do garoto. Nell foi atirado longe, totalmente estupefato. Garb riu.
-Garoto, não sei para que vou levar você nessa missão! Não consegue cortar um homem que nem mesmo estava prestando atenção em você! Quanto a esse seu golpe, ele realmente é fascinante, mas esqueça-o. Não dá para usá-lo com um escudo decente. - O templário continuou rindo por um tempo, e então tomou ar, ficando mais sério. - Acabei de planejar, sabe? Já sei qual é o nosso próximo passo.
Nell suspirou, tentando descobrir se deveria estar triste ou feliz pelas críticas que levara. Resolveu ficar indiferente, e ouvir o plano.
-Vamos pagar um portal para Morroc?
-Hmm... - O templário franziu a testa, vendo que essa seria a ideia mais óbvia - Não. Nós dois, Nell, não somos pessoas ricas. Devemos andar ao modo dos pobres, a pé!
O garoto parecia horrorizado com a ideia de uma caminhada pelo deserto.
-Mas senhor, um portal para nós dois não custaria mais de 3 mil Zennys! Podemos, com certeza, pagar isso! E o Rei não está financiando nossa missão?
Garb sorriu, olhando o menino que tinha tanto a aprender.
-Bem, ele poderia financiá-la, sabe? Isso entra na cota de "Auxílio Aventureiro", seria um belo desconto no lucro da missão, pode apostar. Não menino, faz mais de vinte anos que eu não ganho uma missão tão boa quanto essa, eu quero aproveitá-la, sabe? Além do mais, se você insistir tanto, quando a missão acabar eu lhe dou o dinheiro extra dos portais que não compramos.
Nell se sentiu envergonhado, mas a ideia de andar ainda parecia um pouco ruim.
-Senhor, leva em média dois dias de viajem para ir daqui até Morroc a pé! - Era o mais perto que ele arriscaria chegar de uma recusa.
-Talvez, mas veja bem, você não presta atenção nas converças da taverna?
-Oque tem a taverna com isso? - Nell começava a ficar perdido no assunto.
-Por Odin, você nasceu sem ouvidos? - O templário estava entre a descrença e a chacota - Óntem a noite nós fomos a taverna, lembra? Talvez seja muito cedo para você começar a beber, já que não lembra de nada. Havia um principal assunto na converça: Os Kantes.
-Quem?
-Definitivo, você só vai pegar um copo de vinho quando fizer vinte anos. Deuses! Os Kantes, são uma família grande de mercadores. Eles pararam aqui em Prontera a duas semanas, como não pdoe saber deles? Não lembra? Eu até te dei dinheiro para comprar esse Broquél que você está usando agora!
Nell fianlmente lembrou dos mercadores simpáticos, e da mulher sorridente que tinha perguntado se ele não preferiria levar um enorme Escudo Espelhado, com a figura pálida de um sapo vermelho brilhando fantasgoricamente nele, por "apenas mais 34 milhões de Zennys". Mas...
-Sim, lembro deles agora. E...?
Garb suspirou.
-Você não tem jeito. Eles ficaram aqui em Prontera por uma semana, e fizeram negócios fantásticos. Ganharam fortunas, e, como acontece com esses mercadores ambulantes, pouco antes de partir eles transformaram tudo em itens, que poderão vender mais tarde. O destino deles é Morroc!
-Mas um grupo daquele tamanho, rico daquele jeito, óbviamente vai usar o serviço de portais! Como eles podem nos ajudar? - O menino estava cada vez mais perpléxo.
-Bem, como você saberia, não fosse sua fraqueza para bebida, eles tiveram uma semana realmente ótima. Ganharam cerca de 700 milhões de Zennys, e trocaram tudo, tudo isso por mercadorias. São tantas coisas e itens, que as pobres Kafras de Prontera não podem fazer o teletransporte de tudo isso. A Rekenber se dispôs a fazer, mas somente para as cidades dela, quase todas em Schwarzwald. E, para infelicidade dos mercadores, eles compraram material de Morroc: Um belo estoque de Katares, adagas, trajes de ninja, broches, enfim, coisas do deserto.
-Oh!
-Sim, acho que você já entendeu: Eles estão contratando pessoas para fazer a escolta da carga, daqui a Morroc. Viu só garoto? Vamos ter conforto, provávelmente algum sacerdote para agilizar a caminhada, e vamos receber um belo pagamento quando acabarmos. Agora vamos, eles vão partir as três e meia, e ainda temos que arrumar nossa bagagem.
E os dois correram para dentro de Prontera.
Esconderijo dos Ragnarokers - Leste de Morroc
14 : 25
Ryuu e Bel avançavam pelo túnel, que continuava decendo e indo para o norte. Encontraram mais três portas que Bel abriu, dessa vez de um jeito diferente: Cada porta tinha um pequeno encaixe em forma de pentagrama, onde ela colocava a chave. Após alguns segundos, uma pequena fenda aparecia, e podia-se empurra-la para o lado, abrindo a passagem. Uma a uma as portas se fechavam enquanto eles passavam. Continuaram assim, até que chegaram a uma porta maior, que abria para os dois lados. Bel parou em frente a porta, e sorriu enquanto abria o caminho.
-Este, é o nosso esconderijo. Oque acha?
Uma grande sala se abria diante deles. Devia ter uns 100m² de área, com três mesas de dez metros de comprimento, uma em cada parede. Uma mesa maior estava no meio da sala, cheia de papéis e anotações. Na parede do fundo havia um gigantesco mapa de Rune Midgard. Na direita estava um de Arunafeltz e Schwarzwald, a esquerda um mapa um pouco solto, com as ilhas e países do leste.
Sentados a mesa no centro da sala, estavam quatro homens. Espalhados pelas mesas dos cantos, uma mulher e outros dois homens. Todos olharam para a porta quando ela foi aberta, e se levantaram. Ryuu notou que todos eles estavam usando um colar igual ao seu e ao de Bel. A sacerdotiza sorriu, e disse:
-Ragnarokers, aqui está ele, o único mercenário que entendeu o código de Rensia. Apresento-lhes, Ryuu Cyfer.
Um a um, as pessoas se aproximaram, e o cumprimentaram. Todos vieram falar com ele, exceto um, um paladino de olhar altivo e usando uma armadura negra, que estava sentado na ponta da mesa central, olhando para Ryuu com um sorriso enquanto os outros se apresentavam. Ryuu forçou-se a prestar atenção nos seus novos companheiros, tentando decorar o nome deles.
-Agaerwen Gand, Atirador de Elite de Morroc. - Disse um Arqueiro, vestido com uma roupa negra e um chapéu chinês.
-Rensia Gand, Alquimista de Morroc. - O alquimista tinha um ar zonzo, como se tivessa acabado de ficar horas e horas estudando um assunto maçante. Ou talvez essa impressão fosse causada pelos óculos embaçados que ele usava.
-Arimã Mazda. O rio de Ouro. - Esse nome, comcerteza, cabia bem naquele homem. Alto, vestido com oque parecia ser uma armadura de puro ouro, refinada dezenas de vezes, ele era uma expressão de luxo e de riqueza. O colar del tinha corrente de ouro, suas luvas brilhavam com dois enormer diamantes, e na sua testa uma pequena coroa de prata brilhava como um farol. A imagem final era muito confusa, mas causava uma sensação de admiração, uma vez que aquele traje deveria valer milhões.
-Arne Glind, A pata que esmaga. - Ryuu não entendeu o título, nada que uma roupa básica de ferreiro, com um chapéu de Marionete na cabeça justificasse. Mas então o ferreiro fez um gesto com os olhos, por sobre o ombro do mercenário, e Ryuu, virando-se, viu a "pata que esmagava": Um enorme martelo de aço.
-Frint Hanz, O canino. - O nome se justificava pela espada estranha que o homem utilizava, parecia um grande dente de dragão, que, de certa forma, combinava com o elmo dele, um crânio de boi.
-Luci Ester, A mente por trás das armas. - Uma sábia, quase tão bonita como Bel se adiantou, ajeitando nervosamente a tiara dourada.
Ryuu sorriu para eles, apertando-lhes as mãos, e por fim dizendo:
-Tori, Tsubaki, Kisama, Iwa, Baka, Taisugoi.
Todos ficaram olhando para ele, descrentes. Apenas a sábia ficou vermelha e levou as mãos ao rosto, ficando envergonhada. Por fim, ela disse:
-Se vai arruamr apelidos para eles e elogiar meu corpo, faça numa língua que todos entendam, Omoshiroi-san!
Ryuu ficou encantado ao ver que alguém ali entendia sua língua natal, mas não teve tempo para falar com a sábia, pois o Paladino tinha se levantado.
-Hey vocês, parem de enrolação, e você Luci, pare de paquerar o novato. Eu e ele temos muito oque converçar.
O homem avançou até Ryuu, e lhe estendeu a mão.
-Fern Gand, a voz de Morroc. Prazer em conhece-lo, Sr. Dragão Ceifador. Sim, eu entendi seu nome. Saiba que eu sei falar a língua de Amatsu, se vier fazer um apelido para mim, eu lhe dou uma surra.
-Bem senhor, e se eu lhe elogiar o corpo? - Ryuu sorriu
Todos na sala explodiram na gargalhada, inclusive Fern. Por fim ele disse:
-Realmente Ryuu, temos que converçar. Venha comigo para aquele canto ali, sim?
E se afastaram para a mesa da esquerda.
Mercado de Prontera - Prontera, Quadrante Sudoeste
(prontera) 15 : 10
O mercador olhou sorridende para a pequena fila de guerreiros. Tinham contratado cerca de vinte soldados, o sulficiente para manter os ladrões afastados. Olhou para trás, a tempo de ver os últimos itens (vinte Katares daquele tipo chamado "Infiltradoras") ser guardado num carrinho. Estava tudo pronto. O mercador assentiu, e cinco sacerdotes avançaram, distribuindo bençãos, aumentos de agilidade, Imposições das Mãos, e muitas outras técnicas de suporte. O grupo começou a avançar rápidamente, saindo da cidade e rumando para o deserto ao sul.
Esconderijo dos Ragnarokers - Leste de Morroc
14 : 40
-Ryuu, Bel lhe contou oque sobre nossa organização?
-Bem senhor, ela não me disse nada. Eu apenas descobri que uma das organizações "Morroquicas" estava contratando pessoas, e me candidatei.
-Hum... Bem, então eu vou ter que explicar isso do começo. Por favor, não me interrompa.
-Hai.
Ha muito tempo atrás, como você, com certeza, sabe, nosso senhor, Morroc, foi derrotado pelo guerreiro Thanatos, nesse deserto. Thanatos selou Morroc de volta no mundo do fogo, e colocou um selo no local onde seu corpo foi preso, para impedir que ele voltasse. O tempo passou. Muito, muito tempo passou, na verdade. Cerca de cinco anos atrás, eu estava em minha casa.
Eu tinha voltado de uma batalha infrutífera. Dois dos meus melhores amigos tinham morrido na minha frente, enquanto eu tentava utilizar as bençãos de Odin para salvá-los. Não sei oque houve naquele dia, Ryuu. Odin não me ouviu. Eu estava trancado no meu quarto, chorando a morte deles, e orava, perguntando a Odin, porque ele tinha feito isso. Depois de muita vigília e muito choro, eu adormeci. E isso mudou tudo.
Eu me vi no meio do deserto, onde uma escada subia até os céus. Duas Valkirias subiam ela, cada uma carregando um dos meus amigos. Era uma cena emocionante, acalmadora. Eu sentia que estava tudo bem, que quando eu morrese meus amigos me encontrariam no Valhala. As Valkirias chegaram no topo da escada. Nessa hora, uma voz alta soou por sobre o deserto. Era Odin, e ele disse:
-Vocês, Valkirias, que trazem de Midgard?
Em unissósio, elas disseram:
-Dois guereiros, tombados em combate contra o terrível Drake, senhor. Estamos levando-os para Valhala.
Odin estourou numa gargalhada, e gritou:
-Mortos por Drake, hein? Levados a Valhala? Soltem-nos, Valkirias, eles não são dignos de seus braços. Deichem-nos apodrecer em Niflheim.
Nessa hora, a escada sumiu, a terra se abriu numa fenda negra. Meus dois amigos foram soltados e cairam no buraco. Eu corri, aterrorizado, para ver o destino deles.O buraco parecia não ter fundo, uma imensidão negra. Mas, quando meu sonho começava a ser uma cópia das horas de vigília, uma sombra saltou para fora do buraco. Era o própio Morroc, e levava cada um dos meus amigos em uma das mãos.
Eu olhei espantado, enquanto ele sorria para mim. E ele me disse:
-Fosses abandonado pelos teus deuses, hã? Será que aquilo que resoou no ar agora a pouco era a voz de Odin?
Eu só pude murmurar um "Sim".
-Isso não é bom, não é bom mesmo. Esses deuses novos, esses Aesiris e Vanires, todos pensam só em si mesmos. Mas eu, eu trouxe seus dois amigos do abismo, não trouxe? Você quer eles de volta?
Outro "Sim", mais tímido que o primeiro.
Morroc olhou para mim com compaixão, e estendeu os braços. Meus dois amigos foram depositados na minha frente, enquanto ele olhava para mim, sorrindo.
-Salvei teus dois amigos desse penhasco, Fern. Poderia você salvar-me?
Dessa vez, meu "Sim" soou claro. Mas o deserto começou a girar, tudo sumiu, e em casa eu acordei espantado. Meus dois amigos estavam lá, caídos do meu lado. Ambos vivos.
Desde esse dia, Ryuu Cyfer, eu tenho pesquisado Morroc. Aprendi todos os cultos, escalei a torre de Thanatos em busca de sabedoria, escavei o deserto em busca de consolo. Tudo em vão, até que, um ano atrás, três pessoas me encontraram, e mudaram o rumo dessa tragédia. Uma delas era Luci, que você chama de Taisugoi. Ela é muito, muito inteligente, e me mostrou a teoria na qual eu agora aposto todos os meus dados:
Você, talvez, nunca tenha escalado a torre de Thanatos. Talvez. Lá moram quatro fantasmas, quatro demônios, quatro sombras. Quatro guereiros, que no passado foram tão poderosos quanto Thanatos em pessoa. Quatro almas, que ele sacrificou, em busca do poder para derrotar e selar Morroc. Thanatos sozinho, por certo, não conseguiria. Mas ele tinha em mão o poder de sacrifício de quatro serer poderosísimos, tão fortes que apenas a personificação do eco doque restou de um dos seus sentimentos, apenas essa coisa tão insignificante, tem força hoje em dia para matar centenas de pessoas. Ele tinha esse poder.
Agora, Luci, passou o último ano envolvida em cálculos, cálculos complexos. Nem mesmo eu sei oque eles envolvem, ou como procedem. Ela contou a idade média, quantos monstros os antepassados podiam aguentar, poderes mágicos, criatividade, e muitas outras coisas. Tudo que eu sei desse cálculo, é que no final, ela descobriu isso: Um aventureiro comum, uma pessoa qualquer que anda em Rune Midgard hoje, tem a força de sua alma cerca de mil vezes menor doque aqueles quatro amigos de Thanatos.
Naquela mesma época, eu conheci um Bruxo poderoso. Ele não está aqui hoje, mas seu nome é Arne Glinb, A chave de Erebos. Esse Bruxo, Ryuu, criou uma técnica de desselamento. Tão poderosa quanto a de Thanatos. Mas, para isso, ele precisa de um poder igual ao de Thanatos naquele dia.
Ryuu abriu a boca, espantado, enquanto percebia o plano dele.
-Calculando o templo que aquele selo já está lá, mofando, a força que Thanatos já tinha gasto quando selou Morroc, e as almas de hoje em dia, chegamos a uma doce conclusão, Ryuu.
-Para liebrtar Morroc - Ryuu sussurou - vocês...
-Sim, Só oque precisamos fazer é matar cerca de 2 mil pessoas de uma vez só.
-Mas... Isso é... Impossivel?
Fern sorriu do espanto do mercenário, enquanto fazia que não com a cabeça.
-Mais doque possível, Ryuu. Realmente, no começo eu desesperei. Mas isso foi antes de eu conhecer a terceira pessoa. Antes de eu conhecer Shikisama Cyfer.
Capítulo Três : Para o Oeste, Jovem.
Esconderijo dos Ragnarokers - Leste de Morroc
15 : 00
O nome disparou uma série de lembranças na mente de Ryuu. O orfanato. Os amigos dele, as brincadeiras de ninja.... Kazeyoru... Amaterasu... Yukitori... O sacerdote, o demônio... A sala cheia de corpos, o sangue pelas paredes, o demônio em pé no meio de dezeans de corpos trucidados... A faca no peito de Yukitori, os movimentos, a dor... A facada na testa do demônio, o grito do sacerdote morto... Os soldados enfurecidos, a fuga pela cidade, o barco no porto, uma escalada perigosa pelas cordas, a turba enfurecida que varria Amatsu em sua procura... O navio zarpando, gaivotas brancas voando sobre as cerejeiras rosas, o sol saindo do mar por trás de sua terra, dando a tudo aquilo um brilho de tristeza... Vern... Morroc, a guilda dos gatunos, a missão do livro, o mercenário... Gale....
Uma lágrima surgiu no olho direito de Ryuu e desceu correndo pelo rosto, parando pendurada sobre o queixo. A lágrima relutava em cair, quando outra se juntou a ela, e ambas se jogaram, caindo no chão de pedra. O mercenário passou o braço pelo rosto, se recompondo. Fern olhava aterrorizado. Tinha esperado surpreender o garoto com a revelação, mas não imaginava que o efeito seria tão devastador.
-Ryuu? Oque há, o nome lhe traz alguma má lembrança? - Fern estava realmente chocado, ao ver o mercenário brincalhão chorar - Algo que você prefere não lembrar?
Ryuu respirou fundo algumas vezes, e por fim abaixou o braço. Nenhum traço de choro havia sobrado em seu rosto.
-Quase senhor. O nome não quer dizer nada para mim, mas me fez lembrar de Amatsu, mas doque eu gosto, senhor. Me perdoe, não vai tornar a acontecer. Mas, senhor Fern, se me permite atrapalhar seu relato, me diga: No orfanato onde eu cresci me foi dito que os Cyfer tinham sido totalmente exterminados em combate com os homens de Shisho. Como...
-Bom, isso confirma que Shikisama é sincero comigo. Ele disse que saiu de Amatsu cerca de trinta e cinco anos atrás. Pelo visto, o tal massácre dos Cyfer ocorreu depois disso, não?
-Sim, foi vinte anos atrás. Mas continue sua narrativa, senhor.
-Ótimo.
Você tem que entender, Ryuu: Nosso senhor Morroc, na sua primeira "visita" a Midgard, não era o mesmo senhor de hoje em dia. Ele não tinha aliados humanos, ele era um perfeito assasino. Em geral, quase todas as histórias de Midgard começam ou terminam nele, um motivo de orgulho para nós. Shikisama, após sair de Amatsu, gastou vinte anos numa longa viajem, em busca da história do mundo. Ele começou em Morroc, passou por Payon, Prontera, Geffen, Al de Baran, ele viajou por toda Schwartzwald, estudou todas as cidades, ele se meteu em Arunafeltz, ele converçou com os macacos de Umbala, ele se aventurou por Nifflheim, ele conhece muitas, muitas histórias.
-Legal, meia hora atrás eu não tinha família, agora tenho um tio estranho que viajou por todo o mundo! - Ryuu sorriu
Deiche-me terminar a história! Está quase no final, então se acalme! Bom, "seu tio", se você pretende chamá-lo assim, encontrou algo interessante: Em alguns lugares, que estavam lá desde os dias de Morroc, haviam histórias sobre um certo mercenário. Eram apenas rastros de antigas canções no fundo da memória dos mais idosos, um rastro que ele seguiu com gosto. Histórias sobre um homem que odiáva nosso senhor. Um especialsita em venenos.
Haviam menções a ele em Juno, muito poucas em Lighthalzen, em Rachel um homem parecia conhecer a história toda, mas quando Shikisama achou ele, o homem estava passando por uma depressão, algo sobre sua filha ter se matado... ou sua mulher... ou sua mãe... talvez as três, não sei. Agora, em Veins ninguém tinha ouvido a história. Em Umbala ele descobriu tudo.
Jormund era um mercenário de Epitus, a antiga cidade do deserto. Ele perdeu tudo quando Morroc a atacou, e se uniu a grande onda de fuga. Pela história que chega até nós hoje, depois de tantas centenas de anos, ele era doido por uma vingança em Morroc. Thanatos era um espadachim, um cavaleiro, um guerreiro. Ele lutou contra Morroc com uma espada. Oque um mercenário utilizaria? Veneno.
Jormund começou suas pesquisas com o clássico veneno dos algozes, aquela receita secreta e antiga, tão velha quanto a própia humanidade. Ele começou por isso. Entretanto, até alguns seres humanos sobreviviam ao famoso "EDP". Como aquilo poderia matar Morroc? Todo mundo sabe que injerir diretamente do veneno dos algozes é morte imediata. Mas um ferimento causado por uma lamina com EDP não é, nem de longe, mortal. Pode ser pior que um corte regular, mas a ingestão direta é bem mais rápida, mais fatal.
Jormund deichou Prontera cerca de uma semana antes de Thanatos terminar os preparativos para ir lutar com Morroc. Pense nisso. Quando ele passou por Juperos, ela ainda era um pequeno acampamento a céu aberto, com um punhado de malucos que diziam que a terra era o melhor esconderijo. Ele pesquisou muito pelo planalto de El Mes, em busca de ingredientes que transformassem seu veneno numa arma poderosa o bastante para matar Morroc. Ele deichou El Mes anos antes dos primeiros peregrinos, ele vagou por Ida muito antes de outro ser humano ousar, ele entrou no vulcão de Thor quando não haviam descoberto o Hetarium ainda. Em cada canto que ele ia, um novo ingrediente, novas misturas.
Jormund viveu assim por décadas. Quando ele tinha sesenta anos, e era apenas um velho pesquisador, ele calculou que aquela terra negra que ele via a leste de seu último acampamento deveria ser Midgard. Mas ele acabou se metendo em Nifflheim. Conseguiu falar com a Rainha dos Mortos, e recebeu dela uma benção que o levou para Umbala. Algo eu nunca entendi: Por que ela não disse para ele que Morroc já tinha morrido a quarenta anos. Talvez ele não tenha perguntado.
Em Umbala, Jormund terminou o seu veneno. Os Wootan eram a tribo que mais sabiam sobre ele, embora mesmo isso não fosse quase nada. Aparentemente Jormund morreu lá, de velheci, ou talvez envenenado com o própio veneno. Mas uma coisa é certa: Aquele veneno está pronto.
Ryuu franziu a testa, tentando entender:
-Então, vamos matar Morroc!?
Fern abriu a boca, chocado. Depois de alguns segundos olhando Ryuu, ele abanou a cabeça.
-Não, seu maluco. Não, mil vezes não! Mas pense um pouco! Um veneno, tão aterrorizante, feito com ingredientes de todo o mundo, capaz de matar o Morroc! Você pode imaginar oque ele faria em seres humanos? Uma gota dele deve bastar para tornar toda a água de Prontera mortal como o demônio. Um frasco dele pulverizado sobre uma plantação de trigo é o sulficiente para matar mil vezes todos aqueles que comerem daquela safra!
Ryuu coçou a cabeça, e assentiu.
-Eu acho que uma tempestade de meteoros sobre Prontera seria melhor, mas já que vocês insistem... então, vocês tem um frasco do veneno, e chamaram um mercenário para espalhá-lo, não é?
Fern suspirou, balançando a cabeça.
-Não. Você foi chamado, Ryuu Cyfer, para ser equipe de campo. Shikisama está, neste momento, vasculhando o reino de Nifflheim, em busca de pistas. Você deve se juntar a ele: É sua missão descobrir mais sobre Jormund. É sua missão, caso isso seja possível, descobrir aonde está a fomula do veneno.
-Wakarimasen. E quem garante a vocês que ela existe? Ele pode ter se matado enquanto terminava o veneno!
-Bem, vejamos, Sr. Cyfer. Jormund morreu sem saber que Morroc tinha sido derrotado. Ele tinha nas suas mãos aquilo que supunha ser a salvação do mundo inteiro, talvez de todos os mundos. Você realmente acha que ele não deicharia nenhuma pista sobre isso? Você acha que ele pretendia, sozinho, aos sesenta anos de idade, lutar com Morroc e derrotá-lo? Cyfer, para nós é quase certo que ele fez sim uma formula. Essa é sua missão.
-Ossu. Muito bem senhor. Básicamente, devo ir para Umbala e ajudar Shikisama?
Fern sorriu. Era tão bom ver como os jóvens tinham a fé forte!
-Sim, Cyfer. Se você quiser, pode partir agora. Tome aqui.
O paladino se virou, andando até a mesa central, onde as outras pessoas rápidamente se voltaram para o trabalho novamente, fingindo que não estavam ouvindo a converça. Fern abriu uma caixa vermelha e de lá retirou uma enorme asa de borboleta, translúcida e brilhante. Voltou-se para Ryuu e entregou-lhe o item.
-Quando você esmagar essa asa, vai ser enviado para Morroc. Para sair daqui, encaixe o seu colar nos trincos. Lembre-se de guardar o colar antes de ir para Morroc. Somos desconhecidos pelo mundo, e queremos continuar assim. É bom para nós que a guilda dos mercenários não tenha ideia doque fazemos.
Ryuu assentiu, olhando para os membros que estavam na sala. Demorou seu olhar sobre Luci, e deu um sorriso.
-Com certeza, senhor, é uma sorte.
E saiu da sala.
Depois que a porta se fechou, Fern olhou para Luci, com uma sobrancelha levantada.
-Teremos que mudar os planos. O vigia dele vai ser você.
Luci sorriu para a porta trancada.
-Eu não me chatearia com isso. Não mesmo. Difícil vai ser tirar os olhos dele, eu diria.
-Não vá se animando muito, sua maluca. - Arne sorriu para ela - Eu gostaria muito de vigiar você, sabe?
-Chega! - Fern levantou o braço, implorando silêncio - Parem com essa crianciçe, e voltem ao trabalho. Arne, se não se comportar eu boto você para vigiar Cyfer, entendido? Luci, nem pense em relaxar do posto, ele é novato, nível 1 de confiança. Não de bobeira.
E a sala ficou em silêncio, enquanto eles voltavam ao seu trabalho.
Deserto Sograt - Nordeste de Morroc
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Garb olhou assustado para trás, enquanto Freeoni tentava atingilo. O peco disparou assustado. O monstro então voltou a atenção para o sacerdote que estava do seu lado. Abriu a boca com vontade para engolir o assustado homem. Quando a boca estava toda a mostra, a alquimista, até aquele momento escondida, surgiu lançando uma garrafa na boca dele. Freeoni urrou de dor, quando a explosão ocorreu. Mas a dor da bomba não era nada comparada a do ácido corroendo sua garganta.
Fazendo a volta, Garb avançou contrao monstro, gritando "Agora!". De todos os lugares, começaram a surgir cavaleiros, templários, arqueiros, mercenários, e muitos outros. Todos tinham se escondido, enquanto o templario e o sacerdote distraiam o MVP. Freeoni se desesperou, e tentou fugir. Um cavaleiro chegou junto dele, pronto para terminar o plano. Do outro lado, dois espadachins seguraram uma lança, firmando-a no chão. Era uma arma enorme. O cavaleiro utilizou a técnica do impacto de Tyr. Freeoni foi atirado a uma velocidade incrível, se cravando na lança. O monstro ainda estava vivo, oque deu a Nell e ao outro espadachim muito pouco tempo para fugirem de perto. Outras lanças foram atiradas.
Quando o monstro estava totalmente preso por dezenas de estacas, o bruxo do grupo começou a invocar um meteoro. Um dos caçadores mandou o falcão para aperrear o MVP. Depois de alguns cortes, Freeoni olhou para cima, abrindo a boca para tentar engolir a ave. Nessa hora, um meteoro enorme caiu do céu, pela boca aberta. Por um segundo, o monstro inchou, ficando extremamente gordo e assustador. Então ele explodiu numa onda de fogo e carne, sangue e ossos.
Os mercadores apareceram, olhando espantados. O líder deles olhou para Garb.
-Seu plano... funcionou?
Garb assentiu, tristimente. Tinha sido uma luta terrível, e um mago tinha sido morto. Não era um final muito feliz, mas eles tinham vencido.
-Não se preoculpe - o mercador disse, olhando para a cara de tristesa do templario - vamos ressucitar aquele garoto. Temos material.
Garb se jogou no chão, sentindo um alívio imenso. Era a primeira vez em vinte anos que ele liderava uma batalha, e tinha matado um MVP, sem ajuda de nenhum guerreiro transcedental, sem nenhuma baixa. Parecia um bom começo de missão.
Nell se sentou do lado dele, segurando um corte profundo no braço direito.
-Dói muito? Eu posso curar para você, você sabe!
O menino respirou fundo, forçando-se a não demonstrar a dor que sentia. Então falou:
-Não, mestre. Eu quero aprender a me curar sozinho.
Garb girou os olhos, ergueu a mão e curou o menino.
-Pode começar por ai. Se quer aprender a curar, fique vivo até virar um templário.
Nell sorriu, enquanto se deitava na areia. Garb ergueu a sobrancelha.
-Ou a areia está muito fria para esta hora, ou você está doido.
-Não mestre. Você acabou com meu ferimento, e eu preciso arrumar outro para treinar.
-Está bem, está bem! Hoje a noite, quando pararmos, eu começo a lhe ensinar a habilidade. Saiba que, para aprender a curar, tem que haver um ferimento. Não é um treino agradável.
-Nada bom vem rápido. Uma espada boa leva anos para ser forjada, e o ferreiro se queima dezenas de vezes no processo.
Garb ficou surpreso com a sabedoria do aluno.
-Onde aprendeu isso!?
Nell riu do espanto do mestre.
-Aquele sábio estava escrevendo no diário dele, e eu li.
-Não ria garoto. Ele está certo. Vamos, vamos procurar algo para comer. Grande Odin, fazia muito tempo que eu não enfrentava um MVP. Mas eu estava com muita energia guardada. Estou com pena do Freeoni.
E juntos voltaram para a caravana.
Capítulo Quatro : Madrugada Adentro
Fortaleza de Saint Dairmain - Parte Sul
(cmd_fild09) 03 : 14
As ondas furiosas batiam com toda a força possível, e uma parte da impossível, contra a rocha. A fúria da maré cheia era tanta que respingos de água chegavam até mesmo ao homem sombrio que caminhava cerca de trinta metros acima da água. A lua lançava seus raios, mas nada havia para iluminar naquele ser negro, que atravessava a longa ponte com um passo assustadoramente rápido. O mercenário se apressava, tentando alcançar a pequena ilha de Beacon. Subitamente ele ergueu a mão direita, e apertou algo contra o rosto.
A luz da lua, triunfante, iluminou o rosto do mercenário. Ryuu chingou, tornando a se cobrir com o capuz. Quando estivesse em Beacon relaxaria. Pegaria um portal direto para Comodo, ou, caso nenhum sacertode estivesse se aventurando por aquelas terras, teria que ser com a Kafra mesmo. Ele temia utilizar o serviço oficial, sabia muito bem que poderia estar sendo caçado pela coroa, não tinha a mesma esperança que Fern e os outros aparentemente tinham. Não tinha arrogancia para sair por ai no meio da luz com o rosto a mostra. Ou...
Será que estaria sendo paranóico? Deveria demorar semanas até que o reino descobrisse sua nova aliança. A não ser que o lider dos mercenário tivesse avisado-os. Sorriu, claculando a probabilidade de isso ter acontecido. Se tivesse, em breve alguém estaria na sua caça. Ou melhor, alguém já estaria. Não havia sentido em ter medo de ser descoberto, então. Tinha que fazer a viajem, se fosse achado, lutaria para se soltar. Se não fosse, teria ganho algumas horas de vantagem.
Ryuu sorriu, tomando uma decisão. Deichou o sobrepeliz para trás, enquanto iniciava uma rápida corrida em direção a ilha. "Que eles venham -pensou-, tenho algumas coisas para dizer para eles mesmo."
A lua perdeu o interesse, uma vez que a figura estava revelada. Por algum tempo, sua luz brincou com a espuma das águas, então voltou sua atenção para Morroc, onde algo mais interessante estava acontecendo.
Morroc - Mercado
(Morroc) 03 : 20
A rua parecia um pequeno inferno. As tochas acessas davam um ar de suspense a cena, enquanto os corpos multilados no chão davam um toque de terror. O sangue espalhado na areia refletia a luz das chamas e da lua, com uma imagem triste. No centro daquele pandemônio, uma grande barricada ,composta por vários carrinhos de mercadores, se erguia, com um punhado de figuras brilhantes dentro dela, armadas para uma guerra. Do lado de fora, gatunos, arruaceiros e mercenários tentavam penetrar a defesa.
Garb respirou fundo tentando recuperar o folego, mantendo a mão direita estendida, enquanto Nell tentava curar um corte nela. O garoto parecia ter um talento natural para aquele trabalho, na quarta tentativa o corte sumiu. Ao redor deles, os defensores olhavam desesperados para as ruas, enquanto durava a pequena trégua dada pelos atacantes. A cena era aterrorizante.
Tinha começado a duas horas atrás, quando eles tinham começado a se acomodar na rua da cidade. O boato sobre um tesouro de bilhões de Zennys, solto no meio da rua, fez com que os menos escrupulosos perdessem a cabeça. Muitos defensores tinham morrido enquanto dormiam. Um ótimo templário tinha se sacrificado, entrando no meio dos inimigos e soltando o poder aterrador da Crux Magnun. Tinha derrubado dezenas de inimigos, mas mais vieram. Garb tinha olhado cinco mercadoras sendo cercadas. Elas tinham sido arrastadas para fora do campo de batalha, mas pelos gritos ele sabia que estavam mortas. Para o bem delas, esperava que tivessem sido apenas assasinadas.
Nell ainda estava com os olhos arregalados. Quando tudo começou, estava jogando Táticos (Um divertido jogo de tabuleiro, com pequenos bonecos de várias classes, cujo objetivo era dominar o castelo advversário. Uma verção da Guerra do Emperium para aqueles que não queriam ou não podiam participar da pancadaria) com um pequeno grupo de espadachins e noviços. Numa hora ele estava entrando na sala do emperium do castelo de um nervoso noviço, após ter furado um bloqueio de cinco paladinos. No outro, ele estava cobrindo o rosto, enquanto o sangue jorrava do pescoço decapitado do garoto.
A luta tinha sido rude, e agora eles chegavam a um impasse. Um dos mercadores se apróximou de Garb.
-Senhor Templário? Gostaria de trocar uma ideia com você.
Garb assentiu, observando enquanto o grupo de aproximadamente vinte pessoas abria um buraco na barricada, e corria para o despreparado grupo de inimigos, utilizando o ataque surpresa para tentar virar a situação.
Garb seguiu o mercador até um carrinho de madeira, coberto por um pano.
-Sr Templário, eu tive uma ideia quando o ataque começou, e me dediquei a pô-la em prática. Eu vi a forma como aquele outro templário se sacrificou para derrotar esses bandidos. Eu gostaria de pedir que você fizesse o mesmo.
-Que!? - Garb olhou incrédulo - Como você tem a cara de páu de me pedir para jogar fora...
-Acalme-se! Pedir isso a você não é tudo. Tenho uma oferta para lhe fazer!
-É bom que valha a minha vida. - Garb estava mal humorado. Se ele tivesse juntado os outros mercadores e, juntos, eles tivessem lhe implorado aquilo, talvez ele aceitasse. Mas não com uma simples oferta.
-Bem, você verá se valhe o risco. É essa armadura... - O homem mecheu um pouco no meio dos itens, e puxou uma grande cota de malha. O queixo de Garb caiu. - Tive que doar boa parte dos meus Zennys e itens até conseguir isso. É uma coisa formidável, não acha? Refinada dez vezes com Eluniuns originais de Morroc, encantada com o poder de uma carta Angeling. Eu poderia apenas anunciar na minha loja : Cota de Malha Celeste [1] +10, e conseguir muito, muito dinheiro. Então, senhor templário, aceita essa armadura? Quero destacar que, caso aceite, ela será seu único pagamento por essa viagem.
Os olhos do templário brilharam com a armadura. Ela soltava uma luz dourada bonita, e parecia um espelho, de tão refinada que estava. Garb sorriu.
-Com isso eu posso matar todos aqueles malditos, na base da Crux Magnun. Preciso de um minuto para rezar a Odin, e vou precisar de um sacerdote. Me de essas duas coisas, que em cinco minutos eu extermino aquela ameaça lá fora.
-Ótimo. - O mercador passou o item para Garb - Vou providenciar.
Do lado de fora, a luta continuava. Nell lutava com tudo que sabia. Aqueles malditos não eram acertados por nada! Se desesperou quando o ferreiro que estava ao seu lado recebeu uma rajada de flechas. Os dois projéteis se cravaram como um raio nele, uma em cada olho, atirando o homem para trás. O segundo de distração teve um preço: Uma espada vinha, dando uma estocada em direção ao peito do garoto.
Garb surgiu do meio da madrugada, dando um tranco em Nell e pondo o escudo na frente do corpo. A lâmina bateu na defesa. O arruaceiro que desferiu o ataque gritou, espantado, levando a mão a barriga, se curvando de dor, enquanto o escudo devolvia a dor do ataque para ele. Garb sorriu, avançando, e segurando o homem pelo pescoço. Atrás dele, um sacerdote se revezava para mantelo sob o efeito de todas suas habilidades.
Garb continuou avançando, carregando o arruaceiro pelo pescoço, até o centro do grupo. Nenhum ataque lhe feria. Alguns eram aparados pelo Kyrie Eleison do sacerdote. Outros o própio templário aparava com o escudo, fazendo o usuário cair para trás, berrando de dor. Garb parou no centro do grupo, ainda segurando o arruaceiro.
-Ei! Vocês! - Sua voz soou alta no meio da madrugada. Todos cessaram aslutas, olhando para o templário. - Já que vocês querem tanto esse dinheiro, que tal eu simplismente lhe dar um pouco? Afinal, a força de vocês merece algum crédito!
Soltando o arruaceiro, ele mecheu no bolso. Todos aqueles bandidos olhavam atentamente para ele, imaginando oque aconteceria. Garb tirou a mão do bolso, e a abriu virada para o chão, fazendo uma pequena moeda de ouro cair no chão.
-Aí está. Esse é todo o dinheiro que eu daria pela força de crianças tão patéticas quanto vocês. Acham que merecem um pouco a mais que isso? Venham aqui, e tentem tirar de mim! Não vou me intimidar diante de um bando de mendigos coxos, seus filhos duma...
O arruaceiro que ele segurara, irado, pulou sobre ele. Garb rodou para o lado, e quando o homem passou ele o puxou de volta pelo cabelo. Com um berro, o arruaceiro caiu de costas no chão. Garb se curvou sobre ele, ponto novamente a mão em seu pescoço.
-Não me interrompa enquanto eu falo, inseto! Crux Magnun!
Houve uma explosão de luz, um impacto assustador. Um enorme crucifixo se formou no chão. A luz era agressiva, feria os olhos, o corpo a alma.
Quando aquilo tudo acabou, tudo que havia no chão era uma caveira destroçada. Garb assentiu para si mesmo, e se ergueu.
-Onde eu tinha parado? Ah! Claro, como eu ia dizendo : Não vou me intimidar com um bando de mendigos coxos, seus filhos duma ***!
Dessa vez a prvocação funcionou. Com um grito irado, todos eles saltaram. Garb nunca tinha estado num aperto tão grande. Perdeu a conta de quantas vezes utilizou a Crux Magnun. Cada uma derrubava muitos adversários, mas enquanto conjurava aquele poder aterrador ele ficava vulnerável. O resto da caravana defendia o sacerdote, impedindo os bandidos de acabarem com o suporte dele.
Crux Magnun após Crux Magnun, ele continuou, até que se desesperou: não tinha energia para mais um único ataque. O pequeno grupo que restava dos atacantes se alegrou, pensando que finalmente iria levar a melhor. Nessa hora Nell arremesou um frasco azul para Garb, que o bebeu imediatamente. Os atacantes olharam horrorizados enquanto ele destruía mais seis deles. Então se desesperaram, e correram de volta para a madrugada.
Garb sorriu, sentindo-se tonto. Tinha vencido. Aquela missão era tudo que ele pedira a Odin.
-Obrigado, meu deus. - Sussurou, antes de desmaiar.
A luz da lua, em homenágem ao espetáculo aterrorizante, se escondeu no Oeste.
Ilha Beacon - Farol de Comodo
(cmd_fild07) 05 : 00
A lua terminava de sumir no Oeste quando o exausto Ryuu Cyfer chegou em Beacon. Ele tropeçou na entrada da pequena construção, caindo de joelhos.
-Ia... Iatta...
Metendo a mão por dentro da capa, ele retirou uma pequena caixinha. abriu-a, para revelar 3 poções. Uma verde, uma azul e uma branca. Bebeu de cada frasco, e se ergueu, sentindo-se revigorado. Desceu a escadaria até o centro da pequena fortaleza, procurando a Kafra.
Era uma bela mulher, vestinda de branco e com o cabelo azul. Ela sorriu para ele.
-Bom dia senhor!
-Comodo.
A kafra ergueu os olhos diante dos modos.
-Sim, senhor, custa mil e duzentos Zennys.
Ryuu tirou o dinheiro do bolso, entregando-o para ela. Esperou enquanto ela abria um pequeno portal para ele, que imediatamente entrou.
Comodo
(Comodo) 05 : 10
Ryuu avançou pela praia, procurando algum sacerdote ou sacerdotiza. Achou uma garota de cabelos negros, que lhe parecia, de alguma forma, familiar. Ele chamou a atenção dela, acenando.
-Moça? Você se importaria de abrir um portal até Comodo? Por favor?
Ela suspirou. Mecheu na bolsa e puxou uma gema azul.
-Eu cobro mil zennys pelo teleporte, e mais os quinhentos da gema. Aceita assim?
Ryuu franziu a testa. A voz dela era mais familiar ainda. Mas aquilo não importava, queria encontrar Shikisama antes que o dia amanhecesse oficialmente.
-Certo.
Ela sorriu, e arremesou a gema no chão. Ele apertou a mão dela, lhe passando os Zennys.
-Tenha um bom dia, moça.
O sorriso dela se itensificou mais ainda, enquanto ele entrava no portal e ela assentia.
-Bom dia, Ryuu.
A luz envolveu o mercenário cansado, enviando-o para a rústica vila dos Wootan. Cansado como estava, não percebeu que não tinha dito a ela seu nome.
Umbala - Lago de Niflheim
(Umbala) 05 : 30
Ryuu olhou para aquilo. Aquilo em sua frente, não podia ser classificado como um homem. Tampouco, não poderia ser retirado da lista de espécimes humanos. O Wootan gesticulava, pulava e fazia alguns sons entranhos, parecidos com os de um macaco, enquanto tentava falar algo para o mercenário. Apesar de não entender patavinas daquela língua, Ryuu achava que a lança apontada para seu peito deveria significar "Não passe".
Ele suspirou, enquanto tentava, mais uma vez, explicar a sua situação para o wootan.
-EU, P-R-E-C-I-S-O, FALAAAAAAAAAAAAAR, COOOOOM UM H-O-M-E-M.
Fazendo alguams mímicas idiotas, ele tentava faze-lo entender. O wootan coçou a cabeça. Repentinamente, Ryuu teve uma ideia: Começou a imitar um macaco também, como faria para acalmar um cachorro, imitando o som do choro de um filhote. O wootan pareceu ficar escandalizado, e tentou espetar o homem.
Ryuu pulou para trás, começando a pensar que teria que usar a força. Então, de repente, a água do lago tremeu, e um homem alto saiu dela. Ryuu não precisou perguntar para perceber quem ele era: As feições eram típicas de Amatsu. A única coisa estranha nele eram aqueles cabelos vermelhos, certamente tingidos. O homem olhou para a cena, achando graça.
-Garoto, me diga oque você tem a tratar com a rainha dos mortos! Se for algo digno, eu digo para ele. Com certeza ele te deichará passar!
Ryuu sorriu.
-Diga-lhe que eu estava procurando um homem, mas que não preciso mais, agora que lhe achei, Shikisama Cyfer.
O homem pareceu congelar. Ryuu percebeu, tarde demais, que tinha feito uma besteira. Os dois se moveram, rápido demais para a agilidade do pequeno guardião. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, o wootan se viu atirado para o lado e desarmado, enquanto Shikisama o tirava da linha do perigo e usava a lança para tentar furar Ryuu. O mercenário, rápido como o raio, sacou seu par de Katares de Osso de Carniçal, movendo-as rápidamente. Com uma delas ele aparou a lanço, a outra encostou no pescoço de Shikisama.
-Matte! Não se estresse! - O uso súbito de uma língua que ele não falava a anos fez Shikisama congelar - Não vim lutar com você. - Ryuu tentava fazer sua mente exausta criar um modo de falar dos Ragnarokers sem usar o nome de Morroc, ou sme dar bandeira, caso mais alguém estivesse por perto. De repente, encontrou - O filho da terra, que tem muitos olhos, me enviou para lhe ajudar na pesquisa do parente da cobra.
Os olhos de Shikisama brilharam, enquanto ele abaixava a lança cumprida, sorrindo. Estendeu a mão.
-Shikisama Cyfer, A faca que corta a cortina do esquecimento. - Os olhos negros dele espiaram Ryuu de cima a baixo, notando o cabelo azul, o óculos escuro e as roupas surradas. - E você é...?
-Ryuu Cyfer, o Dragão Ceifeiro. - Ryuu sorriu - Temos muito a converçar, Sr. Faca!
A boca de Shikisama se abriu, espantado.
-De fato, temos. Espere só mais um pouco. - Ele se virou para o confuso wootan, devolvendo a lança e falando rápidamente naquela língua rústica. Depois de algum tempo o aldeão se curvou, fazendo mais sons de macaco. Shikisama sorriu - Ele pede desculpas pela arrogância.
-Sim, eu o perdoo. Diga-lhe que eu também sinto muito por minha falta de paciência.
Após a troca de formalidades, Ryuu e Shikisama subiram para as plataformas das árvores, em direção a casa de Shikisama, enquanto o wootan voltava a seu posto de vigília.
O pequeno homem estava sorridente, contente como uma galinha que defendeu seu ninho de uma cobra, e que não sabe que dos céus uma águia de olhar assasíno desce como um relampago.